História do design de carros: passado e futuro

Quem nunca imaginou um futuro com carros voadores e totalmente inteligentes? Embora isso ainda não seja uma realidade é inegável o quanto a história do design de automóveis evoluiu.

A tecnologia, embora ainda não faça os carros voarem pelas ruas, está presente em praticamente todos os nossos carros atuais, nos computadores de bordo, na injeção eletrônica e em muitos outros pontos.

Quer saber mais sobre essa evolução da história do design? Então continue a leitura!

Os carros quadrados e o salto na história do design

Os automóveis “quadradões” dominaram a década de 70 e 80. Nos Estados Unidos, principalmente existiu uma verdadeira “era” das linhas retas no design automotivo. Isso é facilmente explicado, afinal os modelos mais curvilíneos não eram novidade por lá, já que essa foi uma tendência na década de 30 e permaneceu até a década de 60.

Uma marca na história do design automotivo brasileiro foi o lançamento do Fiat Uno em 1983, representando um salto enorme em relação ao seu antecessor, o Fiat 147. As formas quadradinhas fizeram mais do que deixar o carro mais “bonitinho”, elas trabalharam melhorando um pouco a aerodinâmica e garantindo um aproveitamento maior do espaço interno.

design de carros

A influência europeia na história do design de carros

Se os carros quadrados eram a tendência no mercado americano, no velho continente isso era bem diferente. As linhas arredondadas começaram a fazer mais sucesso por lá, dando aos automóveis uma aerodinâmica melhor. No final do século XX, essa tendência passou a ser “exportada” para todo o mundo.

As primeiras montadoras a apostarem no design curvilíneo foram as que fabricavam carros de luxo na Europa, como a Mercedes Benz, a Porsche, a BMW e a Audi. Foi a partir disso que os carros mais curvilíneos passaram a ser vistos como sinônimo de sofisticação e luxo. Até que as fabricantes mais populares passaram a adotar essa tendência.

Nos Estados Unidos, os primeiros modelos mais curvos começaram a ser lançados apenas no fim da década de 80, quando as montadoras passaram a “cortejar” os consumidores de luxo com esses modelos de apelo mais estético.

Em 1986 é lançado o novo Taurus, com um estilo super futurista para a época e garantindo a sua participação no filme Robocop. Outro carro clássico que ilustra bem a tendência da época foi o Buick LeSabre que passou do modelo quadradão de 86 para um mais cheio de curvas em 92.

A história do design automotivo e a economia de combustível

É claro que a estética era importante, mas não foi o único motivo para os carros deixarem o seu aspecto mais quadrado. A economia de combustível passou a ser uma busca constante das montadoras e por isso os automóveis passaram a ter formas mais suaves.

Afinal, superfícies mais curvas e pára-brisas mais inclinados ajudam a reduzir a resistência do ar, fazendo com que o carro consuma menos combustível para percorrer a mesma quilometragem quando comparado com um automóvel com linhas mais retas e duras.

Aliás, foi a busca pela economia de combustível que fez com que os difusores traseiros surgissem em 1964, algo praticamente obrigatório nos carros esportivos atuais e até em alguns modelos que vemos rodando pelas nossas ruas, otimizando a aerodinâmica, reduzindo o consumo de combustível e melhorando o desempenho.

A importância da tecnologia no avanço do design de carros

Por último, não poderíamos deixar de citar um ponto de extrema importância e capaz de fazer a história do design de carros dar um salto enorme: a tecnologia.

Embora muitas pessoas pensem que os carros antigos não fossem tecnológicos, essa ideia não é bem verdade. Em 1978, por exemplo, já havia automóveis com computador de bordo. Estamos falando do Cadillac, que já contava com o seu Cadillac Trip Computer.

No seu display, o motorista conseguia ter acesso a várias informações como velocidade do motor, tempo de viagem, relógio, velocidade média e volume do combustível. Algo semelhante com o que temos hoje na grande maioria dos modelos.

A tecnologia também influenciou no modo como os designers de carro passaram a trabalhar. Antes do computador, todos os projetos eram feitos em argila, madeira e outros materiais. A partir da década de 80, eles passaram a ser produzidos no computador e na década de 90, graças ao avanço do 3D, foi possível criar carros com mais fluidez.

O avanço tecnológico também foi responsável por baratear a produção dos automóveis e de novas chapas curvas de metal, ajudando a popularizar os carros curvilíneos.

Embora hoje seja possível encontrar alguns automóveis com linhas mais retas, eles sempre mantêm as quinas arredondadas, melhorando a aerodinâmica e ajudando a reduzir o consumo de combustível.

Nós não chegamos ainda nos carros voadores dos Jetsons, mas já estamos próximos dos automóveis autoguiados e também dos modelos mais sustentáveis, que não usam combustível fóssil.

E, então, gostou de saber mais sobre a história do design de automóveis? Aproveite e compartilhe este conteúdo com os seus amigos amantes de carros!

 

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