O Godô dança ganhou um tijolinho na revista Direcional Educador, ano 6, edição 68, setembro de 2010.
Muito obrigada!
O Godô dança ganhou um tijolinho na revista Direcional Educador, ano 6, edição 68, setembro de 2010.
Muito obrigada!
minha mãe, sempre gentil, menciona o Godô em uma entrevista ao jornal Rascunho (o grifo é meu, só para ajudar você a localizar a citação)
A senhora começou escrevendo para o público infanto-juvenil. Depois, abandonou a literatura por um tempo. Ao retornar, em 1988, com o romance Sete anos e um dia, a senhora passou a se dedicar à literatura adulta. Por que esta mudança? A literatura infanto-juvenil não a satisfazia como escritora? Quais as principais diferenças ao escrever para estes públicos?
Exato. A literatura infantil deixou de me trazer prazer. Acho que minha atuação em literatura infantil se deveu principalmente à minha filha. Eu escrevia para ela. Sempre fui ruim de falar. Ou, como diz um amigo, eu falo muito melhor por escrito. Ela bebê ou muito pequena, eu tentei me comunicar com ela do modo que acreditava ser o melhor: por escrito. Aí ela cresceu e eu parei. Depois tive outro filho, o David, mas com ele essa questão do falar não se colocou. E isso porque David também não era de falar. Aliás, ainda não é. Então, tudo bem, éramos os dois mudos. Não sei falar das diferenças entre escrever para crianças e adultos. Sei falar das semelhanças. Por exemplo, em ambos os casos, há coisas muito importantes a serem ditas. E não é como escovar bem os dentes, ou descrever que lindas são as florzinhas. Não. São as angústias, as incertezas, a possibilidade de afeto que persiste malogrando tudo. Então, livro para criança ou para adulto, tanto faz, literatura ou é boa ou não é. A boa fala das coisas importantes, para que quem a leia também possa “falar”. Minha filha fez no final do ano passado um livro que fala da auto-estima (Godô dança, de Carolina Vigna-Marú) – que é um aspecto importante para a vida pessoal dela como adulta. Mas quer assunto mais importante para uma criança do que a auto-estima? O leitor precisa ter uma grande presença no livro, não importa que tamanho ele tenha na vida real. E para que isso aconteça, não é pescar um assunto em um catálogo (ahn, acho que vou fazer um livro que fale da dificuldade de aprender matemática na escola…), mas falar do que é importante para você, o escritor. Aí você garante a presença do leitor, ao oferecer a sua.
Obrigada, mãe!
No dia 22 de agosto de 2010 participei do estande da AEILIJ na Bienal do Livro. Fiz uma demonstração ao vivo de ilustração em pastel seco. A associação publicou em seu blog um slideshow com fotos do evento. Como está em ordem cronológica e eu estive lá no último dia de Bienal, demora um pouco a aparecer a minha foto, mas é esta no printscreen aqui. A fotografia é de autoria do Ailton Sobral, autor e ilustrador que ocupou o estande logo depois de mim, com contação de histórias e teatro de bonecos e que, gentilmente, tirou essa foto minha com o último menino que apareceu por lá, o Gabriel. O menino foi tão fofo que levou todos os desenhos que eu fiz no dia junto com um “retrato falado” do cachorro dele.
A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto-Juvenil (AEILIJ) tem uma iniciativa muito legal, onde um autor/ilustrador entrevistar outro. Chama “Vice-versa”. Fiz dupla com Aílton Sobral, autor e ilustrador de A Boca Mágica.
Entre lá para ler a íntegra da entrevista.
A minha:
1 – Carol, o que levou você a escrever e a ilustrar? O que surgiu primeiro e como foi o primeiro passo profissional?
Primeiro foi a ilustração. Desenho desde que me entendo por gente. Sempre escrevi poesia, nunca nada para crianças. Escrever para crianças é algo que surgiu com a maternidade. Não sei dizer se eu escreveria infantis sem ser mãe, acho mesmo que não. Então é relativamente seguro afirmar que eu escrevo para o meu filho e desenho para mim. Minha primeira ilustração profissional foi para o livro Vicente, de José Mário Tamas, eu era menina. O Tamas foi, até hoje, o melhor editor que eu já conheci. Isso – culpa dele! – acabou me estimulando a continuar.
2 – Você atua em várias frentes criativas, como escritora, editora, ilustradora, animadora, designer, diretora de arte no teatro, entre outras coisas. É uma busca por uma linguagem ideal ou uma necessidade de se expressar através de vários meios?
Eu não animo mais… Ailton, olha, eu não acredito em linguagem ideal, então vou escolher a segunda opção, mas talvez seja, na verdade, uma inquietação. Vontade de experimentar. Eu sou uma eterna aluna. Fico profundamente infeliz quando não estou aprendendo algo novo. O teatro surgiu muito por causa de uma oportunidade para aprender e acabei me apaixonando. Sou uma pessoa de grandes paixões profissionais. E isso é horrível.
3 – No seu livro, Godô Dança, o seu lado ilustradora deu movimento às linhas de texto e emprestou um traço de design para as ilustrações. Como foi o processo criativo do livro?
O Godô fala de auto-estima infantil. De como talvez não ser o que se espera (jogar futebol, colecionar figurinhas, etc) pode também ser legal. Eu queria falar isso de uma maneira não-paternalista e acabei optando por um personagem cachorro, que por sua vez é uma mistura entre o cachorro da minha infância, o Joaquim e a cachorra do meu filho, a Fiona. O traço do Godô é inteirinho a Fiona, mas o “streetwise” é do Joaquim. A Fiona é burra feito uma porta. O texto ser em linhas de movimento, foi para mostrar ao leitor iniciante de que existe uma relação entre o que ele está lendo e a imagem.
4 – Gostaria de saber como é a sua participação na vida do livro após o lançamento e se isso interfere na criação de novos projetos.
Ai, Ailton, é bem menor do que eu gostaria. O bom de sair por uma editora grande é que a gente sabe o que isso representa, mas por outro lado eu quase não acompanho nada. Os contatos que tenho feito são todos a partir de um network pessoal. Com isso, é mais o livro que participa da minha vida do que eu da dele. E sim, interfere muito, porque eu gosto de acompanhar, gosto de ir em escolas, gosto do contato com as crianças e com os professores. E então faço todo um planejamento futuro em que isso possa se fortalecer.
jornal O Eco de 28 de agosto de 2010, sobre o Encontro de Literatura Infanto-Juvenil em Lençóis Paulista, página A6
Jornal Tribuna, sobre o Encontro de Literatura Infanto-Juvenil em Lençóis Paulista, dia 28 de agosto de 2010, capa e página A5.
jornal O Eco de 26 de agosto de 2010, noticia na capa o Encontro de Literatura Infanto-Juvenil em Lençóis Paulista
Simpaticíssima matéria sobre home offices, da jornalista Déborah Salves, para a revista Pense Imóveis.
Home office permite horários flexíveis e redução de custos
Conheça a história e o escritório de alguns profissionais que trabalham a partir de casa
Ter um home office e trabalhar a partir de casa é uma opção que reduz custos de infra-estrutura, transporte e alimentação, além de garantir flexibilidade de horário, entre outras vantagens. O Pense Imóveis foi visitar o ambiente de trabalho no lar de alguns profissionais, em Porto Alegre e em São Paulo, e mostra as opções que cada um fez de acordo o espaço físico e as necessidades do negócio.
>> Veja a galeria de fotos dos home offices
A jornalista Priscila Pasko e a relações públicas Luísa Alves escolheram montar o escritório na própria casa. Por falta de um cômodo exclusivo, o home office foi para dentro do quarto, em um canto só para ele. Priscila colocou a mesa ao lado da janela, por causa da luminosidade. A televisão foi virada um pouco mais em direção ao escritório, já que a jornalista costuma acompanhar as últimas notícias durante o expediente – e não se pode esquecer do rádio, também parte do equipamento do escritório.
Poder ouvir o rádio enquanto trabalha, aliás, é uma das vantagens que Luísa vê em trabalhar a partir de casa. O aparelho fica em uma estante ao lado da escrivaninha – companheira desde os tempos de conclusão da faculdade. A relações públicas, que trabalha com mídias sociais e precisa entrar em várias redes com diferentes usuários, conta que gostaria de uma mesa maior, onde coubessem o computador pessoal e o notebook.
Mas enquanto a mudança não ocorre, Luísa deixou o home office com a sua cara: “bichinhos, badulaques, objetos que remetem a uma coisa mais casa”, descreve. Além deles, o telefone e canetas, instrumentos de trabalho. Na mesa de Priscila, além dos itens citados pela colega de profissão, há bloquinhos de anotações, calendário e uma xícara de café – “cheia ou vazia”, ri.
Horário flexível
As comunicadoras destacam a flexibilidade de horários como uma das vantagens de ter um escritório em casa. “Eu consigo fazer ioga”, exemplifica Luísa. “Se precisar ir ao banco, dá para ir e na volta ficar até mais tarde”, completa Priscila. Para a publicitária Márgara Squeff, que prefere trabalhar à noite e dormir mais de manhã, a maleabilidade do home office é uma vantagem que resulta em produtividade.
A ilustradora Carolina Vigna-Maru, carioca que mora em São Paulo, levanta outros dois aspectos: as regras do condomínio comercial, “que muitas vezes não permitem a entrada em um domingo às 22h, por exemplo”, e a questão da segurança. “É um estilo de vida que me permite pegar um cinema às 16h com meu filho e trabalhar até 3h depois, horário em que não seria seguro sair de um escritório no centro da cidade”, justifica.
Márgara e Carolina têm escritórios configurados de formas parecidas: na sala da casa. A ilustradora conta que todo o cômodo, com exceção à área da mesa de jantar, virou escritório. Já a publicitária, que escolheu a pequena antessala como espaço de trabalho, afirma que a vontade de montar o escritório influenciou na escolha do apartamento para alugar, em Porto Alegre. “Todos tinham só cozinha, banheiro, quarto e sala, e esse tinha uma ‘salinha’ que eu poderia usar exclusivamente para o ambiente de trabalho”, argumenta.
Para montar o espaço, Márgara usou móveis que já vinham de sua antiga moradia. A mesa com gavetas ficou ao lado da janela, por causa da luz, e sobre ela estão o computador e o telefone. O escritório ainda tem um mural, plantas decorativas e uma pilha de livros. Ah, os livros. Carolina, que diz já ter tido vários home office nas curvas da vida, lembra do seu penúltimo espaço de trabalho. “Eu tinha oito milhões de livros”, exagera, “era quase uma biblioteca com computadores dentro”. O que mudou? O filho.
Trabalho x família dentro de casa
Quando Carolina descobriu que estava grávida, precisou mudar o arranjo do escritório e reservou um espaço para o pequeno que ia nascer. “E espaço de criança necessariamente não é o que você espera em termos de organização, mas eu respeito o ambiente dele e ele respeita o meu”, argumenta. A ilustradora conta que desde novo o filho foi incluído na lógica do home office, e que junto aos instrumentos de trabalho dela havia o material de desenho dele. “Hoje ele tem oito anos, tem o computador dele perto do meu, e também cuida com a correria e com a bola, por exemplo, porque não quer que a brincadeira estrague nada dele.”
E os baixinhos não atrapalham o trabalho? Carolina garante que não, pois eles entendem desde novos que o home office, mesmo dentro de casa, é um espaço de trabalho. O músico Mauricio Domene, que fez o escritório na edícula de sua casa em São Paulo, acredita que além de não haver invasão de espaços, ter o escritório em casa aumenta a interação entre pais e filhos – ele tem dois. “Tenho tempo de levá-los na escola, de tomar o lanche, almoçamos em família todos os dias, e se trabalho até mais tarde eles passam para me dar boa noite”, enumera.
Para o músico, facilita bastante ter um espaço separado para o home office, porque ajudar a delimitar os ambientes: aqui é trabalho, ali é família. “Necessariamente não precisa ser um cômodo inteiro”, contrapõe, “mas é preciso ter um espaço exclusivo onde você possa deixar a estação montada, deixar os papéis em cima da mesa, por exemplo, sem que isso atrapalhe a rotina da casa”. Antes da casa, Mauricio tinha o escritório no quarto de empregada do apartamento; quando decidiu se mudar, já procurou um imóvel com uma área para o home office.
Reunião com clientes
Na edícula, Mauricio tem uma entrada separada, o que evita que os clientes passem por dentro da casa para chegar ao escritório. Ele conta que, no home office atual, encoraja os clientes a conhecerem o espaço, e garante que quem visita uma vez gosta tanto que volta. Da forma como o espaço foi montado, criam-se dois ambientes: o de trabalho do compositor de trilhas sonoras e o de encontros comerciais, que “parece uma sala de estar gostosa, com poltronas confortáveis e quadros na parede, um ambiente que inspira criatividade e arte”.
Carolina, ao contrário de Mauricio, diz que suas reuniões são sempre fora de casa: ou em cafeterias ou no escritório do cliente. A tática é a mesma usada por Luísa e Priscila. Márgara ainda recebe alguns clientes em casa, mas só aqueles que são pessoalmente mais próximos. Segundo as profissionais, para o contratante é até mais fácil receber o prestador de serviço, pois não há perda tempo com deslocamento – principalmente em cidades grandes.
Menos custos
Os profissionais comentam que a maioria dos custos da empresa é eliminada ou reduzida: transporte, refeições, aluguel, IPTU, condomínio, luz, secretária. A linha telefônica também entra na lista em alguns casos, mas há os que preferem ter um número (e uma secretária eletrônica) exclusivo para o trabalho – o celular, ainda assim, parece ser o principal meio de contato entre profissionais e seus clientes.
Desvantagens
Nem tudo são flores para quem opta por montar o escritório dentro de casa. “Evito falar que ‘trabalho em casa’, prefiro sempre dizer que ‘tenho um escritório’ em casa”, comenta Priscila. Márgara e Carolina concordam que existe um preconceito com quem tem home office. “Às vezes as pessoas acham que não faço nada, porque não tenho horários fixos”, relata a publicitária.
“Parece que existe uma aura de amadorismo com o profissional que trabalha a partir de casa, mas com tempo de estrada hoje já consegui o respeito dos meus clientes, e quem chega até mim sabe que cumpro prazos e tenho a mesma responsabilidade que quem tem uma sala comercial”, afirma a ilustradora.
Outro ponto negativo é a falta de colegas, diz Priscila. “Mesmo que você passe o dia em contato no MSN e no Gtalk (mensageiros instantâneos), não é a mesma coisa”, lamenta. Para driblar a situação, a jornalista aproveita quando sai para fazer matérias para conversar pessoalmente. Carolina, que sente a mesma necessidade de convívio social, usa a flexibilidade de horários para almoçar ou tomar um café com amigos. E o segredo para conseguir uma vaga na agenda? Ir ao encontro das pessoas, que não teriam tempo de se deslocar a outros lugares no breve horário do intervalo.
Planos de expansão
A relações públicas Luísa Alves e a publicitária Márgara Squeff pensam em montar um escritório fora de casa, onde possam receber clientes e fornecedores, além de instalar colaboradores, à medida que o negócio for crescendo. O músico Mauricio Domene diz que não gostaria de sair do home office, mas acredita que o movimento pode ser inevitável, já que a empresa está indo bem e é possível que precise de mais espaço físico para desenvolver suas atividades.
Carolina Vigna-Maru, ilustradora, tem outros planos. Quer comprar uma casa com edícula e fazer como o colega paulista, separar o escritório da sala, sem ter que sair da casa. O apê atual ela conta que escolheu em relação à proximidade com a escola do filho – selecionada antes de a família deixar o Rio de Janeiro. Mas, segundo ela, o pequeno vai “logo” mudar de colégio e a família deve procurar outro imóvel.
Indicação do Godô dança na revista Webdesign, edição de janeiro de 2010, ano 7, número 73, ISSN 1806-0099, página 9, seção “Livros do mês”.
Obrigada, pessoal! Mesmo. Este carinho não tem preço.
Saiu na revista Vida Simples de outubro de 2009 uma indicação para o Fala Freela!, podcast que faço com o Mauro Amaral e com o Humberto Oliveira.
Muito legal! Obrigada, pessoal!
A revista Vida Simples é uma publicação da editora Abril, ISSN 1678-7609.