animações e outras imagens sequenciais

 

Em 2002 decidi não voltar mais à TV e em 2008 decidi largar animação.

Às vezes dá vontade de animar de novo mas eu sento e espero passar (por enquanto está funcionando, vamos ver quanto tempo aguento).

Por uma questão mais sentimental do que qualquer outra coisa, deixei no portfolio os catálogos do AnimaMundi e de Avanca onde aparecem a animação Tão Longo Amor, que foi a minha primeira animação a entrar em festival. A primeira, vocês sabem, a gente não esquece.

Antes dessa fiz um montão bem comerciais, incluindo os fatídicos logos voadores mas também umas coisas bem legais. Depois disso fiz mais um tanto. Aí fui para tv. Apresentei um programa, que foi ao ar em 1998 na tv a cabo. Fui produzir, assoviar e chupar cana. É um senhor aprendizado mas também leva um ser humano à loucura. Por causa do programa na tv, o Cyber Café, perdi quase todos os meus relacionamentos pessoais, briguei com quase todo mundo que conhecia, abandonei projetos pessoais que me eram caros, desenvolvi uma doença auto-imune induzida por stress. Até perceber que talvez eu estivesse levando uma vida que não era saudável.

E então larguei tudo.

Ainda gosto de animar (e mais ainda de ver animação) mas não consigo fazer um pouco de alguma coisa. Não sei fazer um pouco de nada. E animação é daquelas coisas inebriantes que se a gente faz muito vira zumbi e sai por aí comendo cérebros. Quer dizer, “a gente” eu não sei, mas eu com certeza.