Indo além do banco de imagens

publicado na Revista Webdesign online em 20/04/2009
obs: coloco a data aqui igual à de publicação mas sempre respeito o prazo de reprodução

Mais novidades para o site da Webdesign! Neste mês, iniciamos a publicação de artigos on-line, com o intuito de proporcionar conteúdo complementar aos assuntos abordados ao longo das edições impressas da revista, além de estimular a troca de conhecimentos entre os profissionais de nossa comunidade.

Na estreia deste novo espaço, convidamos a designer e ilustradora Carolina Vigna-Marú para apresentar um passo a passo sobre alternativas no uso de imagens a serem aplicadas em um projeto. Desejamos uma boa leitura e deixem seus comentários por aqui!

Indo além do banco de imagens

Muitas vezes, o designer precisa criar uma ilustração, um ícone ou algum outro tipo de comunicação gráfica. A questão é que nem todo designer é ilustrador e frequentemente é preciso recorrer a stock images.

Stock (de estoque mesmo) são imagens genéricas. Antigamente as chamávamos de imagens de arquivo. A ideia é pagar pelo direito de reprodução ou licenciamento daquela imagem, porém não por sua exclusividade. Os preços costumam ser baixos, mas por outro lado são imagens que encontramos em qualquer lugar, sem nenhuma personalização.

Uma saída é recorrer aos bancos de imagem gratuitos ou licenças Creative Commons, mas o problema do “lugar comum” é ainda mais evidente. Uma boa dica para contornar esta situação seja usar, como ponto de partida, uma imagem gratuita, como as encontradas na Wikicommons, e transformá-la em uma ilustração criativa.

Neste post, vamos fazer um passo a passo de um exemplo deste processo, usando apenas ferramentas gratuitas:

Passo 1: escolher uma boa imagem

A imagem precisa ser expressiva e o mais limpa possível, com pouco fundo e com um bom tamanho, para facilitar a vetorização. Certifique-se que a licença da imagem permite o uso derivado, ou seja, que você transforme a imagem original em outra. A oferta é grande e respeitar o trabalho dos outros significa ter o seu respeitado também. Site de pesquisa da imagem: Wikicommons.

Passo 2: vetorizar

autotrace

Vamos utilizar uma ferramenta on-line para vetorizar a imagem escolhida anteriormente.

Passo 3: editar

No programa Inkscape, começamos abrindo o arquivo “.svg” gerado pelo trace. Dependendo do fundo escolhido, é necessário limpar a imagem. Limpeza da imagem (close). Unindo alguns objetos para facilitar a sua manipulação. Operação booleana: achei que os olhos ficariam bons se vazados no objeto maior. Novamente, operação de união, mas desta vez para transformar o gato em uma grande massa preta. A ferramenta “simplify”, do Inkscape, é talvez uma das melhores que ele possui. Com apenas um clique, a figura suaviza e diminui consideravelmente informações desnecessárias. Com a ferramenta de edição de nós, terminamos pequenos ajustes nos pontos e curvas da figura. A figura agora está pronta, em um objeto vetorial, que você pode manipular facilmente e colocar em qualquer tamanho sem perda de qualidade. Adicionar texto pode produzir um impacto interessante.

Agora, é a hora de ser criativo! Uma dica: observe sempre se o seu layout precisa de algum tamanho específico. Começar o trabalho de edição já na proporção necessária adianta muito tempo e poupa dor de cabeça depois.

Lembre-se sempre de dar crédito da imagem original. O bom do Inkscape é que ele já exporta a imagem “.png” com fundo transparente.

Ilustração baseada em fotografia de Mai-Linh Doan

O crédito não diminui em nada o seu trabalho, muito pelo contrário: mostra a todos que você é profissional, criativo e ético.

Viu como é simples gerar imagens personalizadas, que garantam um diferencial para você ou seu cliente? Então, o que está esperando? Não esqueça de colocar um link para o trabalho criado aqui nos comentários!

8 comentários

  1. Eric disse:

    Não sei o que é raspar fotolito com gilete, mas gostei bastante disso! ^^ Parabéns!!! baci!

  2. Obrigada!
    :*

    (é corrigir erros diretamente no fotolito na época em que isso ainda existia e era caro refazer o processo todo por causa de erros pequenos – a gente raspava o fotolito com gilete e depois fazia com bico de pena e nanquim a correção, era um trabalho meio de maluco)

  3. Luiz Felipe Vasques disse:

    10 mil parabéns por mais essa!!!

    Beijos!

    P.S. – Meio? :)

  4. Ju disse:

    Putz… o “antigamente” me deu um peso nas costas, hehe Fiz tanto, mas tanto que… afffmaria… hehe
    Bom, mas a msg eh pra dar parabens! Merda! Muita merda! :-)
    Beijo!

  5. Ju disse:

    Ops, nao eh antigamente! Eh pior, eh “na epoca”! Ui! hehe Doeu, heheh

  6. Felipe, obrigada!!!

    Ju, obrigada, querida! E bem, é… A gente é experiente.

    :D

  7. Paulo Antunes disse:

    Fala aí, Carol! Parabéns. Mandando muito bem nas matérias. Eu até ouvi lá o seu podcast curtinho sobre os sistemas de cores. Valeu mais do que 50 minutos de aula na faculdade.

  8. Mestre Antunes!
    Que felicidade vê-lo por aqui!
    \o/

    Que bom que você gostou. Mesmo.
    obrigada

    Bjs!