noite

Eu sempre gostei das noites urbanas.



Eu sei que olhando assim dá um certo nervoso. É um nervoso carioca, de quem já viu vezes demais a Lagoa com peixes na superfÃcie, todos mortos.
No Ibirapuera estão vivÃssimos. E extremamente descarados. Sobem assim, deixando a dignidade aquática de lado, em troca de pedaços de pão clandestinamente jogados de cima da ponte (é proibido alimentar os animais).

Esse é um outro tipo de sem-vergonha. Chegou a grasnar algo que claramente significava “cadê o meu pãozinho, sua incompetente?”. Não precisava de tradução. InsensÃveis e cruéis, não demos nada (é proibido alimentar os animais).
…
E fomos na exposição Bossa Nova, na Oca, onde fomos tratados grosseiramente por um dos seguranças. Não devolvemos na mesma moeda. É melhor não alimentar a ira dos ignóbeis. Além, claro, de ser proibido alimentar os animais.


A brincadeira, pelo menos, comeu solto. E os bichinhos eram todos uma graça.

Eu não Caio do Cavalo
nem do burro nem do Gaio
Ganho Dinheiro cantando
a viola é meu trabaio
(…)
Não como gato por lebre
não compro Cipó por laço
Eu não durmo di butina
não do beijo sem abraço
Fiz um conto la na mata
caprchei e dei um nó
Meus amigos eu ajudo
Inimigo eu tenhu dó
(trecho de “Chora Viola“, de Luis Goiano & Girsel Da Viola)
Está rolando nas redes sociais e nos blogs um enorme bafafá sobre um projeto de lei a respeito de cybercrimes.
Censura é algo que nos dá calafrios, ainda mais em um paÃs que foi berço de Ernesto Beckmann Geisel.
Sou a primeira a esbravejar contra as inúmeras iniciativas de censura que acontecem na web.
É prestador de serviço que não aceita crÃtica, empresa que acha que alertar os outros sobre práticas anti-éticas é ferir direito autoral… Enfim, um festival de abusos do poderio econômico e má interpretações da nossa liberdade de expressão.
A questão é que os primeiros culpados são os internautas.
Os blogs acreditam que todos têm o “dever” de colocar uma licença Creative Commons em seus sites e esquecem que cabe aos autores escolher que permissões seus trabalhos possuem. Aqui, por exemplo, tem copyright. Não, você não pode reproduzir. Nem se - óóóó - me der crédito. E isso é um direito meu.
No twitter ouvi como argumento contrário à lei de que seria ilegal baixar o Lost. Já não é? E ainda, eu nem vejo Lost, que dirá baixá-lo. Não tenho programas de p2p nos meus computadores e aqui não tem um único software pirata, por menor ou mais insignificante que seja. Pode vir que o telhado aqui não é de vidro, baby.
Opa, peraÃ! Então os blogs estão contra a aprovação dessa lei para que continue esse oba-oba?
Copiar algo no emule é crime sim (sem essa de que os inocentes só copiam coisas a que têm direito ou são de domÃnio público - eu sou velha demais para acreditar em coelhinho da páscoa).
Usar algo que não te pertence sem permissão prévia do autor é crime sim.
Agora, o código de defesa do consumidor e a liberdade de expressão precisam ser preservados.
A lei proposta é confusa e dá margem à censura sim. Espero que não seja aprovada.
Só não venham com essa pra cima de mim que precisamos ir contra qualquer iniciativa de legislação da internet.
Só não venham com essa de coitadinho do miguxo que não vai mais poder baixar sei lá o que.
Pirataria é crime.
Uso indevido de imagem é crime.
Direito autoral existe.
E censura é uma merda.
adendo
A advogada Flavia Penido entrou em contato para me alertar sobre uma questão que deixei de fora desse post:
“Tem só um porém: se o texto (ou blog, ou qualquer publicação) fizer citação (menção ou extrair trechos da sua obra para fins cientÃficos - uma discussão, polêmica, mesmo na internet), mencionando fonte, nesse caso não há infração a direito de autor. O problema é vc conseguir definir juridicamente o que é uma coisa ou outra; e são esses exageros e excessos que servem de justificativa para leis absurdamente draconianas, impossÃveis de ser cumpridas como as que estão querendo aprovar.“
Gentilmente, ainda enviou o ótimo texto Ciência da Informação - Direitos autorais na Internet, de PlÃnio Martins Filho.
Obrigada, Flavia!
Ontem, sábado de sol, os paulistas aqui foram ao Jardim Botânico (fotos de ontem).

Acabo de receber um spam do Shampoo Esperança.
Só pode ser sacanagem.
menina Diesel cuida de sua mulatez


filho de férias

e eu voltei a pintar

(tinta a óleo sobre madeira tratada com óleo de nogueira)
Fui uma das afetadas pela pane na Telefônica aqui em São Paulo.
Estou sem email, plurk, twitter, msn, google talk, skype, blog… Enfim, estou cega, surda e muda vagando sozinha em uma ilha.
Até que a situação se normalize, por favor dêem preferência a formas offline de contato.
Ser professora de piano do meu filho não é das tarefas mais fáceis. Ele tem os tios Andrés e Marcelo (em ordem alfabética, porque são dois tios ciumentÃssimos), tão queridos quanto perfeccionistas. Os tios, pianistas eruditos, acompanham de longe cada passo dado pelo protegido sobrinho.
Então, um elogio aqui a um professor de piano tem um peso maior do que a qualquer outro profissional.
A professora de piano do Roberto é extremamente hábil no trato com criança, é criativa e tem um método que faz com que mesmo os mais pequenos fiquem completamente fascinados.
Hoje foi a vez da geladeira.
Sim, geladeira. Você não leu errado.
Ela fez Ãmãs de geladeira como instrumento didático para que ele aprenda a ler música (partituras).

E agora eu, uma anta musical assumida, sei que o sol é a bolinha vermelha, última da esquerda pra direita, que fica em cima dessa segunda linha mais baixa. Sei disso porque ele é da mesma cor que a clave de sol que, aprendi hoje por tabela, é a “chave da música”.
Vou acabar ficando menos ignorante.
Na segunda aula, para mostrar o número dos dedos e ensinar com que dedo se toca qual tecla, ela fez o contorno da mão dele mesmo ao invés de usar um modelo pronto de uma mão qualquer.

Na primeira aula mostrou como funciona o piano.
E sábado agora ele começa a aprender músicas com partitura.
Pode ser só corujice minha, mas eu estou achando essa mulher um gênio.
Acabo de ganhar de presente do Alê o cd-rom Literatura brasileira e estrangeira 3000, da Log On Editora MultimÃdia.


Esse é o famoso “mão na roda”: encontramos todas as informações ali contidas na web mas a organização, a acessibilidade, a facilidade e a rapidez do cd-rom poupam tanto tempo que a compra se justifica.
No cd tem clássicos em domÃnio público na Ãntegra, biografias, resumos sobre os movimentos literários e uma que outra imagem. Muito prático. Gostei bastante e recomendo.
Aqui em SP, no Cerqueira Cesar, tem uma confecção chamada Cúpulas.

Deve ser ótima, nada contra em absoluto.
É só que eu e minha mente poluÃda sempre lemos outra coisa.