4 de novembro de 2009
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É possível mudar uma classe inteira (não apenas efeitos de link) no mouse over, mouse out, etc.
Não precisa nem ser um link, pode ser uma div inteira, assim:
<div id=”ID” onMouseOver=”className=”CLASSE2″” onmouseout=”className=”CLASSE1″”>
E, no CSS, você define o que quer como cada classe.
Esse é um recurso tão simples quanto poderoso. Vale experimentar.
2 de novembro de 2009
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As duas vezes em que convidei amigos mais íntimos, o Pedro Taam e o Roney Belhassof, perdi completamente a noção do tempo. Em ambos meti a tesoura para, pelo menos, não passar de uma hora. Esse podcast do Aguarrás com o Roney ficou com 50 minutos (a meta era 30!). Ainda assim o conteúdo está ótimo sem estar cansativo. Na verdade, cá entre nós, não estava nem um pouco cansativo antes das tesouradas, mas achei que quase 2 horas de podcast era um pouco demais.
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Espero que vocês gostem!
E Roney, você está desde já convidado a voltar em outro podcast para a gente continuar o papo.
“Se a umbanda é o terreiro físico, onde se desenvolve a macumba, um outro terreiro existe, na imaginação do negro, em plano astral, correspondente àquele, e onde repercurte o bem e o mal que nele se pratica, despertando assim as forças sobrenaturais que passam a agir segundo o poder dos feiticeiros, e à sua vontade – sempre que a sua vontade for justa. É o terreiro de Aruanda.”
MEIRELES, Cecília. Batuque samba e macumba: estudos de gestos e ritmos. Funarte, 1983.
30 de outubro de 2009
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“Popular é um termo literalmente repleto de definições, verdadeiras ou falsas, que gerações de estudiosos tornaram problemáticas. O termo traz em si, como herança, a complexidade da palavra povo, que designa, ao mesmo tempo, uma multidão de pessoas, os habitantes de um mesmo país que compõem uma nação e a parte mais pobre desta nação, (…). Popular acrescenta ainda a ambivalência de um adjetivo substantivado: ao conceito, substitui o critério aproximativo de identificação. Num feixe semântico concorrente e, às vezes, contraditório, o povo e, finalmente, o que é amado pelo povo.”
SANTOS, Idelette Muzart Fonseca dos. Em demanda da poética popular; Ariano Suassuna e o Movimento Armorial. Campinas, Editora da Unicamp, 1999.
Antes de começar, preciso deixar claro que existem excelentes autores que publicam no esquema da auto-publicação. O livro ser integralmente ou parcialmente pago pelo autor não tem nenhuma relação com o seu conteúdo. Este artigo é apenas um alerta de que não basta escrever e pagar a impressão. Há muito mais entre o Word e a gráfica do que crê a vã filosofia.
A publicação via editor é melhor não porque o editor seja essa maravilha, não, mas porque submete o texto a inúmeras leituras, revisões e a todo um trabalho editorial que na esmagadora maioria dos casos não existe na auto-publicação. O problema é que a auto-publicação é uma prestação de serviços e, como em qualquer lugar, o cliente tem sempre razão. Na hora em que o autor se coloca como cliente e não como uma parte do conjunto necessário para fazer um livro (a parte mais importante, sem dúvida alguma, mas uma parte – carro não é só motor e outras analogias) o autor perde completamente o discernimento do texto.
Dando um exemplo (existem muitos durante toda a linha de produção de um livro): leitores-beta são leitores profissionais (às vezes até mesmo especializados em análise literária) e não aquele seu amigo super legal e inteligente que jurou de pés juntos que faria uma leitura não-tendenciosa do seu livro. A não ser, claro, que você seja amigo de um leitor profissional do porte de um Eric Novello da vida, mas aí ele mesmo com certeza já te falou isso tudo. É melhor inclusive que seja alguém que não te conhece pessoalmente. A separação entre o texto e o que o leitor conhece do autor é uma tarefa que exige muito tempo de estrada e não é para qualquer um. E isso estou falando só da parte da primeira leitura especializada, não estou nem falando de adequação de discurso, de colocação no mercado, de nada disso…
Outro problema sério é a distribuição. Se você só tem um livro – por melhor que seja – para comercializar, os distribuidores sequer te atendem. A editora, por outro lado, liga para o distribuidor e, depois do ok do produtor gráfico da editora, requisita que o caminhão busque os exemplares direto na gráfica. Caminhão, não aquele carro com um enorme porta-malas da sua prima.
O trabalho de design também não é simples. Não, não serve aquele arquivo seu do Word tão lindo já no formato de livro, com até números de páginas. E não, aquela sua amiga artista plástica que tem um clima assim tão legal, tão próximo do livro, que entendeu tudo, não, ela não pode fazer a sua capa. Quer dizer, nada contra ela fornecer uma imagem para a capa, mas capa não é só uma imagem bonita e chamativa com o título grande.
Repare que nem estou falando de copy-desk e revisão. Copy-desk, aliás, é outra questão. O copy-desk está trabalhando a favor do seu texto, não contra. Não mande um peixe enrolado no jornal para a casa do sujeito só porque ele sugeriu cortar 2 parágrafos do seu texto. É claro que copy-desk erra, assim como revisor, assim como o designer, assim como o editor e, pasme, assim como o autor. Não precisa se angustiar, basta conversar e explicar o seu ponto de vista. E, igualmente importante, ouvir o ponto de vista do outro.
O problema da auto-publicação é que, na maioria das vezes, não há troca. É apenas o autor pagando para uma gráfica imprimir o texto. E o produto final sempre reflete o cuidado que se teve com ele. O leitor não é burro. Não o trate como tal.
publicado em 28 de outubro de 2009
no portal Carreira Solo
21 de outubro de 2009
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GOMBRICH, Ernst Hans – A História da Arte, trad. Álvaro Cabral, Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos, 1999.
ARGAN, Giulio Carlo – A Arte Moderna, trad. Denise Bottmann e Federico Carotti, São Paulo, Companhia das Letras, 1993.
GRIMAL, Pierre – Dicionário de Mitologia Grega e Romana, São Paulo, Bertrand Brasil, 1998.
BÍBLIA DE JERUSALÉM, tradução dos textos em língua portuguesa diretamente a partir dos originais, cotejada com a edição de La Sainte Bible (Paris, Les Éditions du Cerf, 1973), São Paulo, Edições Paulinas, 1989.
WÖLFFLIN, Heinrich – Conceitos Fundamentais da História da Arte, São Paulo, Martins Fontes, 1989.
STAROBINSKI, Jean – 1789: Os Emblemas da Razão, trad. Maria Lúcia Machado, São Paulo, Companhia das Letras, 1988.
FRIEDLAENDER, Walter – De David a Delacroix, trad. Luciano Vieira Machado, São Paulo, Cosac & Naify, 2001.
REWALD, John – História do Impressionismo, trad. Jefferson Luís Camargo, São Paulo, Martins Fontes, 1991.
COLI, Jorge – Van Gogh: a Noite Estrelada, São Paulo, Perspectiva, 2006.
CÉZANNE, Paul – Correspondência, trad. Antonio de Pádua Danese, São Paulo, Martins Fontes, 1992.
ARCHER, Michael – Arte Contemporânea: uma história concisa, trad. Alexandre Krug e Valter Lellis Siqueira, São Paulo, Martins Fontes, 2001.
Um belo dia você acorda e resolve dar um salto de fé profissional: vira empresa. Mas como descobrir o momento certo, como fazer acontecer e o que falar – ou porque falar – , para seus antigos clientes? Essas e outras questões serão respondidas no episódio 35 da meia hora mais valiosa do seu dia.
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Mauro Amaral, Humberto Oliveira e Carolina Vigna-Maru oferecem-se em sacrifício a causa, abrindo o planejamento de suas próprias empresas. Imperdível.
Assim como os links de referência:
Vote no FalaFreela no Prêmio Podcast
Entre para a página do FalaFreela no Facebook: tem conteúdo exclusivo por lá
FalaFreela na Revista Vida Simples!
Leia o post do Humberto Oliveira no Carreirasolo: “Eu posso demitir um cliente?”,
E após ouvir, twittar sobre e comentar esse episódio, convido vocês a prestigiarem o podcast do Aguarrás. Ponto certo para quem gosta e sabe produzir cultura.
19 de outubro de 2009
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Está no ar o podcast do Aguarrás com o pianista erudito Pedro Taam.
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Foi muito divertido gravar este podcast, como vocês vão notar pelos 2 rindo o tempo todo. No site do podcast do Aguarrás tem links e mais informações.
Espero que gostem (e me ajudem a divulgar)!
Reino dos Países Baixos, delta do rio Reno.
Dique em holandês = DAM. Amsterdam = represa do rio Amster; Rotterdam = represa do rio Rotter, etc.
Cidades poderosas e ricas
Várias províncias = Batavia, Holanda, etc. O nome correto é “Países Baixos” mas aqui no Brasil o país leva o nome de uma das províncias, a Holanda.
Invadida pela Espanha depois da unificação espanhola, que domina o território por 100 anos, até 1588.
1588 = 1ª independência dos países baixos, expulsam os espanhóis e se “unificam”. As cidades/burgos continuam importantes até hoje, não há uma unificação cultural, apenas política. Se tornam protestantes calvinistas. É uma região extremamente tolerante, católicos convivem bem não há guerra religiosa -> atrai uma enorme quantidade de judeus, que levam $ consigo. Há liberdade de pensamento, atrai cientistas e pensadores (Descartes, por ex).
Grandes rivais = espanhóis e católicos radicais.
Até hoje “vou mandar o espanhol te pegar” é uma ameaça comum às crianças holandesas.
Marinha mercante forte – fundam as Companhia Holandesa das Índias Ocidentais e a Orientais. Conquistam a Indonésia, o nordeste brasileiro, etc.
Quando Mauricio de Nassau é expulso do Brasil, vão para o norte e fundam NY, junto com uma comunidade judaica enorme.
Cena de interior, c. 1632, Gerrit Van Honthorst
Gordura é sinal de prestígio social, de riqueza. Os bois moviam o arado, ninguém tinha dinheiro para comer carne.
Arara brasileira = contrabando = glória absoluta, riqueza.
Nos mesmos moldes de van Eyck (mesma cultura e região), a riqueza e a opulência eram para ser vividas dentro das casas, do mundo privado. Em público era necessário o cuidado da não-ostentação e um mínimo de decoro.
Vermeer (1632-1675) foi esquecido depois de morto, descoberto só no século XX. Nunca saiu de Delft, não teve alunos, quadros pequenos. Filme Moça com brinco de pérola.
Rembrandt Van Rijn (que nasceu no Reno, não sabemos o sobrenome dele) (1606-1669) – Conhece a glória absoluta como pintor em Amsterdam. No final da vida os 4 filhos e a esposa morrem, perde os principais clientes. Acaba na miséria absoluta.
A lição de anatomia do dr. Tulp
Roupas protestantes (decoro)
O mundo católico não permitia ciência experimental – Holanda = liberdade de pensamento.
A ciência experimental nasce no século XVII e aos poucos se distancia da religião.
A ronda noturna (1642) = caravaggismo extraordinário, milícias particulares dentro da lógica puritana protestante, eram também bombeiros e agiam na prevenção de incêndios.
O filósofo em meditação = fase final da vida, quase tenebrista.
Peter Paul Rubens (1577-1640)
“Rubens e a sintuosidade da matéria”
O rapto das filhas de Leocipo (1618) – rapto envolve violência sexual, seqüestro é privação de liberdade em troca de dinheiro – argonautas Castor e Pólux são os raptores – A descrição do prof. Renato da moça que está mais no topo, sendo raptada, foi impagável: “ao mesmo tempo ela agradece a Deus, vejam a expressão de prazer”.
Diego Velázquez
(1599-1660)
Até o séc. XV a Espanha era dividida em 2: norte católico e sul muçulmano (mouros, mundo extremamente tolerante até o final do século XVI).
Castellano = espanhol típico de Castela
Com a unificação dos reinos, os católicos invadem o sul e expulsam os mouros para o Marrocos e para Argélia. Estado Nação no começo do século XVI.
Dinastia austríaca: Carlos V do sacro império romano-germânico, ou Carlos I da Espanha, governa a Espanha e conquista a America -> o maior fluxo de ouro e pedras preciosas da história da humanidade (incluindo Carlos Magno, etc).
Surge a pirataria, para saquear o ouro que chegava em navios.
98% da pirataria era financiada pelos estados inglês e francês. O maior pirata de todos tempos foi Sir Francis Drake, amante da rainha Elisabeth II da Inglaterra.
Séc. XVII – Velázquez nasce em Sevilla e depois vai para Madrid, a nova capital.
Felipe IV, neto de Felipe II, era o grande patrocinador de Velázquez.
A forja de Vulcano (1630)
Vulcano (Hefesto) é o deus ferreiro, é o chefe da oficina. Vulcano foi rejeitado por sua mãe Juno porque era muito feio e foi expulso do Olimpo. Na queda, fraturou o calcanhar direito e passou a andar sempre cocho, mancando. É o primeiro dos deuses do mundo inferior. Resignado, vai até o Vesúvio e trabalha o metal. É o deus das máquinas, da tecnologia e do mundo prático. Quando um deus queria uma armadura, era Vulcano quem fazia. Juno arma uma armadilha para Venus, sua rival, para que se case com Vulcano. Venus casa com Vulcano, pobre e feio, e o trai o tempo todo. Apolo ai à forja de Vulcano e lhe conta que está sendo traído por Venus, na frente dos empregados (é este o momento retratado no quadro). Vulcano trama uma vingança. Constrói uma rede de metal muito fina, quase transparente, e coloca sob o lençol da cama de Venus, presa com roldanas. Espera Venus e Marte (pais de Cupido) estarem em uma situação comprometedora e os “fisga” na rede. Vulcano então chama todos os deuses do Olimpo para ver. Ao contrário de repreenderem os amantes, riem de Vulcano, imagine, se aborrecer por algo tão natural assim. Vulcano se tranca em sua forja e nunca mais sai.
Há uma certa erudição no quadro (é preciso conhecer mitologia Greco-romana) mas dita de maneira absolutamente cotidiana, aproximando o discurso com o contemporâneo.
Venus ao espelho (1644-48)
Primeiro nu da história da pintura espanhola.
Venus se admira ao espelho, com o filho Cupido (Eros), de sua relação com Marte. É também um Vanitas, denúncia da vaidade.
As Meninas (1656)
Título dado posteriormente pelos portugueses.
Velázquez tem um prestígio real inacreditável. O rei Felipe IV constrói para ele um atelier dentro do palácio.
Os bastidores da pintura = as condições da feitura de uma imagem barroca, a “cozinha” de um quadro.
Dica de livro: FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. São Paulo: Martins Fontes, 1966.
ps: escrevi, em 2004, um artigo sobre o Velázquez.
Francesco Borromini
(1599-1667)
San Carlino alle quattro fontane
(São Carlos das 4 fontes) – fica no cruzamento de 2 ruas, onde existe uma fonte em cada esquina.
Uma das fontes está encrustada dentro de San Carlino alle quattro fontane.
São Carlos é Carlos Borromeu, recém-canonizado. É um santo da Contra-reforma.
Borromini fez a fachada e o interior, em momentos separados:
Interior: 1638-1641
Fachada: 1665-1667
Introduz o movimento radical da fachada, rompe com o frontão triangular grego (sem concreto armado, é entalhado na pedra).
A fachada esconde o interior, que comporta a capela, um pequeno claustro e a cela.
O barroco na arquitetura nasce em Roma, é uma nova linguagem, cria o espetáculo a partir do antigo.
Côncavo/convexo – fundamental a aplicação de uma matemática ousada de elementos que se equilibram.
Linguagem arquitetônica clássica precisa ser reinventada a serviço do maravilhamento, do espetáculo.
Cúpula elíptica
Barroco branco, sem muita cor, mas com uma incrível complexidade matemática, ousadia na estrutura. A matemática está a serviço do abalo dos sentidos e não do prazer do intelecto (Renascimento).
Palazzo Barberini
O maior palácio barroco de Roma.
Papa Urbano VIII Barberini (pontificado de 1623 a 1644) – era prática o Papa indicar um sobrinho para cuidar das finanças da Igreja (sobrinho = nipote, em italiano -> nepotismo) – Cardeal Francesco Barberini (mecenas das artes).
Francesco Barberini contratou Borromini para remodelar por dentro do Palazzo Barberini (hoje é um museu, a Galeria Nacional da Arte Antiga, onde estão os melhores Caravaggios do mundo). A fachada é de Carlo Maderno, não é de Borromini.
“A diabólica escada” = primeira escada helicoidal do mundo.
Quebra a monotonia do visível, gera o espetáculo, o impacto e a desorientação dos sentidos.
O triunfo da Divina Providência e da família Barberini
Pietro da Cortona (1596-1669) – teto afrescado entre 1633 e 1639
Grande decoração barroca – o barroco do excesso, a perspectiva a serviço do espetáculo, é considerada a “Capela Sistina do Barroco”.
Trompe l’oeil – engana o olho
A matemática renascentista esclarece o visível, a barroca engana o olho.
Barroco super-desenvolvido = rocaille (concha em francês) = Rococó
10 de outubro de 2009
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Saiu na revista Vida Simples de outubro de 2009 uma indicação para o Fala Freela!, podcast que faço com o Mauro Amaral e com o Humberto Oliveira.
Muito legal! Obrigada, pessoal!
A revista Vida Simples é uma publicação da editora Abril, ISSN 1678-7609.