O fim do Renascimento florentino
Alegorias = tradição hermética (imagem precisa ser decifrada, lida)
Venus e Marte
Botticelli, 1483 @ London National Gallery
Venus e Marte são os pais do Cupido, conta a pós-sedução (o depois da trepada) de Marte por Venus, nasce a pintura erótica.
Erótica = aquilo que estimula a imaginação
Sátiros (fazem uma sátira)
As forças foram exauridas pelo amor, a sedução está a serviço da contenção da violência, a serviço da inteligência e da astucia.
1492 – tudo entra em colapso. Lorenzo morre, descoberta a América.
Lorenzo, o grande príncipe, o grande patrono de tudo isso morre e é substituído por ser filho, Piero di Medici que, ao contrário de seu pai Lorenzo, não era ousado, sofisticado ou interessado em artes.
1492 – Os franceses, capitaneados por Carlos VIII, empreendem o grande projeto de invadir a Itália. Ao mesmo tempo, surgem os Estados nacionais (primeiro França e depois Espanha quando Fernando de Aragão se casa com Isabela de Castella), tudo coloca em cheque as “cidade estado” como na Itália e na Alemanha.
1494 – Carlos VIII cerca Florença. Piero comete um ato de suicídio político: ele assina um acordo com Carlos VIII e, sem guerra ou sangue, os franceses entram em Florença (as cidades eram cercadas). A aristocracia florentina se revolta contra os Medici, que são expulsos de Florença (até o séc. XVI, no grão-ducado de Florença).
O fundamentalismo católico assume o poder em Florença: o padre dominicano Girolamo Savonarola é eleito guardião da cidade (1494-1498). Ele tenta uma reforma antes da Reforma, se coloca contra as “liberidades” da igreja. Baixa vários decretos, um deles proibindo a liberdade de pensamento em Florença. Diversos livros e obras de arte são proibidos e queimados em praça pública. Os artistas fogem de Florença.
Botticelli abraça a religião e entra de cabeça no fundamentalismo, chegando inclusive a queimar algumas de suas obras.
Savonarola é ex-comungado pelo Papa por causa de seus excessos e de seu fundamentalismo. Em 1498 Savonarola é preso, julgado e queimado vivo junto com alguns de seus seguidores em praça pública.
Esta época marca o final do Renascimento florentino (1401 – 1492). Existem vários renascimentos.
A crise do Renascimento florentino na verdade resultou na definitiva internacionalização da cultura florentina (os artistas fisicamente foram a outros lugares).

comentário nº 1 do post “O fim do Renascimento florentino”
Nome: Luiz Felipe Vasques
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Data do comentário: 01-Jul-2009
Horário do comentário: 00:03:14
> Lorenzo, o grande príncipe, o grande patrono de tudo isso morre e é substituído por ser filho, Piero di Medici que, ao contrário de seu pai Lorenzo, não era ousado, sofisticado ou interessado em artes.
*suspiro*
E mais uma vez cai por terra qualquer tentativa de dizer uma dinastia é uma boa idéia…
> Os artistas fogem de Florença. (…) A crise do Renascimento florentino na verdade resultou na definitiva internacionalização da cultura florentina (os artistas fisicamente foram a outros lugares)
Heh. A tal “missão francesa” da época de Dom João VI era, na verdade, de artistas que ganhavam a vida a retratar Napoleão em sua glória. Cai o corso, caem suas carreiras. E antes que suas vidas idem, “ei, dizem que o rei português no Brasil é gente boa…”
E, de fato, era. Saiu um livro exatamente sobre isso em 2008 da Lilia Moritz Schwarcz, “O Sol do Brasil: NICOLAS-ANTOINE TAUNAY e as Desventuras Dos Artistas Franceses na Corte de D. João (1816-1821)”.