Papo de Gordo 16 – Gordos no Trabalho

Papo de Gordo 16 – Gordos no Trabalho

Em um mês repleto de feriados, Eduardo Sales Filho, Maira Moraes, Lucio Luiz, Flavio Soares, Conrad Pichler, e a convidada especial Carol Vigna-Maru se juntaram para falar sobre trabalho.

No programa dessa semana descubra quais profissões engordam, aprenda a lidar com os colegas chatos do escritório, descubra quem tem o hábito de esconder comida em sua mesa e acompanhe o esforço infrutífero de Dudu em apresentar o episódio enquanto um revoltado Flavio reclama por não ter participado do Papo de Gordo anterior.

Prepare-se para rir, pois o podcast mais pesado da internet está começando.

Links relacionados ao episódio

Dudu no Podcumê
Fala Freela
Revista Boom
Farrazine
Post da Bruna sobre podcasts
Sammo Hung vs Wu Jing
Rick Miranda – nosso ouvinte e repórter gordo

Preciso avisar a vocês que eu mais ri do que falei. A turma é hilária e as gargalhadas ao fundo são minhas.

Obrigada, turma, foi muito divertido participar!

Indo além do banco de imagens

publicado na Revista Webdesign online em 20/04/2009
obs: coloco a data aqui igual à de publicação mas sempre respeito o prazo de reprodução

Mais novidades para o site da Webdesign! Neste mês, iniciamos a publicação de artigos on-line, com o intuito de proporcionar conteúdo complementar aos assuntos abordados ao longo das edições impressas da revista, além de estimular a troca de conhecimentos entre os profissionais de nossa comunidade.

Na estreia deste novo espaço, convidamos a designer e ilustradora Carolina Vigna-Marú para apresentar um passo a passo sobre alternativas no uso de imagens a serem aplicadas em um projeto. Desejamos uma boa leitura e deixem seus comentários por aqui!

Indo além do banco de imagens

Muitas vezes, o designer precisa criar uma ilustração, um ícone ou algum outro tipo de comunicação gráfica. A questão é que nem todo designer é ilustrador e frequentemente é preciso recorrer a stock images.

Stock (de estoque mesmo) são imagens genéricas. Antigamente as chamávamos de imagens de arquivo. A ideia é pagar pelo direito de reprodução ou licenciamento daquela imagem, porém não por sua exclusividade. Os preços costumam ser baixos, mas por outro lado são imagens que encontramos em qualquer lugar, sem nenhuma personalização.

Uma saída é recorrer aos bancos de imagem gratuitos ou licenças Creative Commons, mas o problema do “lugar comum” é ainda mais evidente. Uma boa dica para contornar esta situação seja usar, como ponto de partida, uma imagem gratuita, como as encontradas na Wikicommons, e transformá-la em uma ilustração criativa.

Neste post, vamos fazer um passo a passo de um exemplo deste processo, usando apenas ferramentas gratuitas:

Passo 1: escolher uma boa imagem

A imagem precisa ser expressiva e o mais limpa possível, com pouco fundo e com um bom tamanho, para facilitar a vetorização. Certifique-se que a licença da imagem permite o uso derivado, ou seja, que você transforme a imagem original em outra. A oferta é grande e respeitar o trabalho dos outros significa ter o seu respeitado também. Site de pesquisa da imagem: Wikicommons.

Passo 2: vetorizar

autotrace

Vamos utilizar uma ferramenta on-line para vetorizar a imagem escolhida anteriormente.

Passo 3: editar

No programa Inkscape, começamos abrindo o arquivo “.svg” gerado pelo trace. Dependendo do fundo escolhido, é necessário limpar a imagem. Limpeza da imagem (close). Unindo alguns objetos para facilitar a sua manipulação. Operação booleana: achei que os olhos ficariam bons se vazados no objeto maior. Novamente, operação de união, mas desta vez para transformar o gato em uma grande massa preta. A ferramenta “simplify”, do Inkscape, é talvez uma das melhores que ele possui. Com apenas um clique, a figura suaviza e diminui consideravelmente informações desnecessárias. Com a ferramenta de edição de nós, terminamos pequenos ajustes nos pontos e curvas da figura. A figura agora está pronta, em um objeto vetorial, que você pode manipular facilmente e colocar em qualquer tamanho sem perda de qualidade. Adicionar texto pode produzir um impacto interessante.

Agora, é a hora de ser criativo! Uma dica: observe sempre se o seu layout precisa de algum tamanho específico. Começar o trabalho de edição já na proporção necessária adianta muito tempo e poupa dor de cabeça depois.

Lembre-se sempre de dar crédito da imagem original. O bom do Inkscape é que ele já exporta a imagem “.png” com fundo transparente.

Ilustração baseada em fotografia de Mai-Linh Doan

O crédito não diminui em nada o seu trabalho, muito pelo contrário: mostra a todos que você é profissional, criativo e ético.

Viu como é simples gerar imagens personalizadas, que garantam um diferencial para você ou seu cliente? Então, o que está esperando? Não esqueça de colocar um link para o trabalho criado aqui nos comentários!

Fala Freela! #25

Falar com clareza, transmitir todos os objetivos e propostas de seu trabalho, estar disponível 100% do tempo para futuros e atuais clientes. Mais do que desafios, em tempos de competição ferrenha, habilidades como essas são fundamentais.

Mauro Amaral, Humberto Oliveira & Carolina Vigna-Maru abriram seus canais de voz para, mais uma vez, criar a meia hora mais valiosa do seu dia. Neste episódio conheça três modelos básicos de centrais de comunicação com seus prós e contras, entenda que estar 100% online e 100% disponível são coisas diferentes e, claro, fique de ouvidos bem abertos para as dicas de ferramentas que vamos dar a você.

Este episódio marca o início de uma nova periodicidade nos pods. Agora, a cada 15 dias um novo episódio novinho estará disponível.

Roma – parte III

Coluna Trajana

113 dC

Tema egípcio romanizado: obelisco. Obra colossal: 30m de altura + 8m de base; oca por dentro (escada).

No topo tinha uma águia em bronze, destruída. No século XVI o papa Clemente VIII colocou uma estátua de São Pedro no lugar.

Narra a história da vitória romana contra a Dácia (atual Romênia).

Não se sabe os nomes dos arquitetos e escultores que trabalharam nela, apenas que eram do ateliê de Apollodoros de Damasco.

A coluna é uma grande história em quadrinhos, inclusive fazendo uso de recursos gráficos (como árvores) para separar um momento narrativo do outro. A grande tira sobe, a partir da base, em espiral, para dar uma continuidade à história.

Cada cena tem aproximadamente 1 metro de altura.

A idéia não era que a história toda fosse vista por olhares contemporâneos (não dá para ver sem binóculos a parte superior da coluna, por exemplo) mas sim que fosse ali eternizada a história. A idéia é sempre eternizar a memória, glorificar a Dea Roma.

Os romanos, assim como os gregos, tinham uma consciência aguda da morte e de sua própria finitude.

A imagem está a serviço da eternização da memória.

Marco Aurélio

Os romanos criaram o retrato, o naturalismo da fisionomia.

O imperador Marco Aurélio era filósofo, com uma altíssima formação intelectual, um filósofo estóico. Seu busto é retratado de forma impassível, com a vitória da razão, da filosofia.

Recomendação de leitura: “Pensamentos”, de Marco Aurélio (coleção Os pensadores).

Marco Aurélio é um bom imperador para Roma, é profícuo e administra 30 anos de paz.

Seu filho natural, Comodus, não era o seu escolhido para sucedê-lo no poder. Os imperadores adotavam como filhos quem eles achavam que tinha melhores condições de administrar Roma, não era uma monarquia e o sangue não era quesito para a herança. Comodus assassina o pai e toma o poder. Começa a crise romana.

A partir de Marco Aurélio todos os imperadores usam barba, como um sinal de autoridade.

Até mesmo Jesus não era representado com barba e sim como um jovem imberbe. Só a partir da Idade Média que ele ganha barba.

Marco Aurélio é representado como o filósofo, aquele que contém emoções.

Estátua eqüestre de Marco Aurélio: a razão domestica a natureza.

A cultura é aquela que transmuta a violência da natureza. A cultura dialoga com a natureza.

O que tem no lugar hoje é uma réplica feita por Michelangelo. A original está no Museu do Capitólio.

Caracala

Séc. III (235 dC)

Caracala não era sofisticado, não era filósofo, era um general, e é retratado como tal, com aspereza no rosto, inclusive cicatriz (real) no olho direito. Perseguidor de cristãos, era “o impiedoso”, sem as sutilezadas de Marco Aurélio.

Termas de Caracala, ao sul do Coliseu, em Roma.

A termas tinha 3 ambientes: calcidarium (águas quentes), tepidarium (águas mornas) e frigidarium (águas frias). Complexo sistema hidráulico com canos e caldeiras.

As termas romanas eram um ponto social, de encontro e tinham inclusive saunas (com carvões incandescentes; mistas, femininas e masculinas), massagistas, aplicação de cremes e depilação.

O filósofo Seneca escreveu em suas cartas que precisava se mudar (vivia próximo à Termas de Caracala) porque não agüentava mais ouvir os gritos de dor das pessoas se depilando, que podiam ser ouvidos de sua casa. Descreve como um inferno, que o impedia de trabalhar.

As termas funcionavam como um lugar para fechar negócios e encontros sociais também.

As termas pertenciam à escala laica, do cotidiano e eram freqüentadas por todas as classes sociais, inclusive escravos. Existiam termas chiques, caras e termas mais simples e mais baratas. A limpeza, tanto do corpo quando do ambiente era tão fundamental para os romanos quanto para os gregos e as termas eram limpíssimas, mesmo as mais baratas.

Antínoo

Jovem do séc. II, nobre, que pertenceu à corte de Adriano. Sua família mandou esculpir um retrato de corpo inteiro. Não é beleza ideal, é retrato. Mesma estrutura grega (contraposto da perna, nu masculino, etc) mas que retrata uma pessoa, não é um belo composto.

No Helenismo a nudez feminina ganha espaço. A mulher continua sendo privada, íntima e portanto não se pode retratar uma mulher real nua, mas uma deusa pode. As representações de nus femininos são sempre deusas.

A deusa mais interessante para este tipo de representação era, claro, Venus, a deusa do amor e da beleza.

Venus Pudica

Venus Calipígia

Sensual é tudo que estimula um sentido (comida sensual que estimula o olfato e o paladar, por exemplo).

Existiam muitas Venus, cada uma estimulava uma “área” dos sentidos (erótico, razão, etc).

Recomendação de leitura: O erotismo, de Georges Bataille.

“A grande vítima da modernidade foi a imaginação.” – Charles Baudelaire

É da cultura greco-romana a noção de que a sinuosidade é feminina e a angulosidade é masculina.

Curvas = feminino; retas = masculino.

Touro Farnesi

Séc. II (160-170 dC).

Tem 2,90m de altura, descoberta nos jardins Farnesi no séc. XVI.

Pompéia

Pompéia e Herculano eram importantes balneários no sul da Itália, perto de Napolis. 30 mil habitantes cada. Muito ricas. Artistas, senadores e administradores romanos tinham suas casas de campo nestas cidades.

Em 70 dC o Vesúvio explode. Pompéia e Herculano são soterradas pelas cinzas do vulcão. Temperatura vai a mais de 200ºC. Mais de 40 metros de cinza vulcância cobrem as cidades.

Apenas em 1748 arqueólogos começaram a escavar as cidades.

1748 marca o nascimento da arqueologia moderna.

Preservados nas cinzas, encontraram casas, afrescos, paredes pintadas, objetos de bronze (ponto de fusão a aprox. 700ºC).

Pinturas dentro das casas: paredes brancas é coisa de bárbaros. Quem não podia pagar pinturas mais elaboradas, colocava abstratos coloridos nas paredes. Brancas, jamais.

O professor explicou cada uma dessas imagens e fez – como sempre – comentários sobre outras coisas, outras histórias e contextos que vão muito além das imagens mas eu tenho muita dificuldade em babar e escrever ao mesmo tempo. Sorry.

lá e cá

Tenho brincado com a idéia de escrever a respeito da reforma ortográfica mas a verdade é que tenho pouco a dizer.

Assim como qualquer resolução imposta verticalmente, ou seja, uma decisão política/comercial, a reforma também beneficia um grupo específico. Não vou entrar aqui nas teorias de conspiração que se tornam rapidamente populares na internet: eu não sei se a intenção original era beneficiar este grupo ou se isto foi apenas uma conseqüência (sim, eu ainda uso trema), mas o fato é que os grandes grupos editoriais saíram ganhando.

Explico: é claro que em um projeto editorial existe muito mais do que ortografia mas esta unificação já permite, por exemplo, que uma grande editora rode em gráfica um miolo único para todos os países e rode apenas as capas separadamente.

Poucas pessoas – para a minha surpresa – tem a noção de que rodar em gráfica uma quantidade enorme sai mais barato do que uma pequena, considerando o preço unitário. Isso sem nem falar dos custos da produção do texto propriamente dito (copy-desk, revisão, etc).

Considerando este fator, é natural supor que viveremos uma invasão das grandes casas editoriais européias aqui no Brasil. A literatura brasileira, já tão pisoteada, coitada, ficará ainda mais massacrada por projetos enlatados, unificados e pasteurizados.

A solução, me parece, é usar a força do oponente contra ele próprio, ao melhor estilo Aikido: a reforma serve tanto aqui como lá e os autores brasileiros podem lutar por seu lugar ao sol na terra de Camões.

Olhar Alternativo

entrevista para Olhar Alternativo, abril de 2009

1) Na sua opinião, quais as vantagens de ilustrações internas nos livros?

Carolina: O texto infantil, durante o processo de formação (e informação) da criança, é introduzido ao seu cotidiano de forma gradativa. A primeira representação humana é pictórica, gráfica, ilustrada. A ilustração na literatura infanto-juvenil é responsável por auxiliar nesta passagem entre a representação da figura e a do signo/letra. Depois, quando o leitor já é fluente, a ilustração assume a função de suporte ao texto, tanto literal quanto imagética.

2) Na versão adulta de Dom Quixote de La Mancha muitas editoras imprimem o livro com ilustrações. Imagens são somente para livros infantis? Qual a diferença em ilustrar livros adultos e infantis?

C: A ilustração infantil tem várias funções que a adulta não necessariamente tem, como suporte ao texto, estímulo da leitura, familiarização da forma escrita e gráfica, apresentação de releituras e outras interpretações do texto, etc. A ilustração adulta que não tem função didática ou de humor, na maioria dos casos, assume um papel no ritmo do livro. É quase que como uma pausa para respirar, um adorno funcional sendo mais caricata (e simplista). A ilustração de humor adulta se sustenta sozinha e a didática/técnica tem uma função específica e clara dentro do texto. O ilustrador, na hora em que recebe o trabalho, começa imediatamente a pensar no leitor. O ilustrador funciona como um facilitador entre o texto e o leitor. A ilustração tem um papel muito importante na estrutura da publicação, que varia de acordo com o caso.

3) Quando um escritor decide por um ilustrador existe a participação desse último na escolha das imagens ou é somente um trabalho por encomenda (sem opiniões do ilustrador)?

C: Normalmente quem escolhe as imagens é apenas o ilustrador. O escritor/editor normalmente contrata o ilustrador de acordo com o traço, conhecimento prévio ou projeto aprovado. Daí em diante as imagens podem ser aprovadas ou não, mas são sempre uma escolha do ilustrador. Não consigo imaginar um caso onde o ilustrador não opine sobre imagens que ele próprio criou.

4) De que maneira as novas tecnologias tem auxiliado o ilustrador nos dias atuais?

C: A tecnologia é só um lápis sofisticado. Sem uma mão competente que o guie, nada de bom sairá dali. Não importa quão nova ou revolucionária é a tecnologia, trabalhos de criação sempre dependerão de seus criadores. O ilustrador usa a tecnologia como um recurso a mais, da mesma forma que o escritor usa o Word. O processador de textos não escreve sozinho, por exemplo. Ou, saindo um pouco da informática, o liquidificador não escolhe os ingredientes do suco.

Fala Freela #24

As profissões mudaram, o que se aprende também. A forma como isso se dá então, nem se fala. Até mesmo a figura do professor, antes um ser inabalável (e porque não dizer inalcançável), passou por severas alterações sem que muitos de seus mais ilustres representantes tenham se dado conta.

Atrelado ao seu home-office, enfrentando clientes que precisam ser educados no mantra da qualidade e do preço justo, o freelancer enfrenta os mesmos desafios das pessoas e profissionais tradicionais, só que numa escala amplificada algumas centenas de vezes.

Como aluno ele tem que enfrentar formas alternativas de adquirir informação e conhecimento continuamente, preparando-se para ser multitarefa e fazer chover quando se pede. Ou, maturidade das maturidades, avisar que desta vez não cairá uma gota do céu, mesmo que ele tente.

Como professor, precisa criar um ciclo de “apaixonamento” com seu cliente, exibindo dotes quase mágicos de convencimento e persuasão. Explicando que o sobrinho do 402 cobra só R$ 200 por uma loja de e-commerce pois vai simplesmente copiar o código, layout e textos de um tutorial que comprou na banca de jornal ali da esquina.

Impossível? Que nada. Divertido, sim. Ainda mais de para burilar esse assunto temos a presença ilustre de Luli Radfahrer, PhD e professor de Comunicação Digital da Escola de Comunicações e Artes da USP; que sapiente, eloqüente e saliente nos levou para um passeio pela recente história do modus operandi da sociedade capitalista atual, sem deixar, é claro, de dar uma passadinha bem rápida por pensadores gregos e figuras do cinema de aventura.

Alguns links:

Fala Freela #24

Conhecimentos gerais: Academic Earth, MIT, Teachertube, TED, Scienceblogs, Sciencehack, Scribd, Open library

Idiomas: Livemocha

Artes: Artcyclopedia, Absoluteart

Outros podcasts: Ninja mountain, Papo de artista, Searchcast, Escriba Café

Fala Freela #23 – A primeira vez

Fala Freela #23 – a primeira vez!

Mauro Amaral, Humberto Oliveira e Carolina Vigna-Maru abriram os baús e álbuns de fotografias para contar como conseguiram e o que fizeram em seus primeiros freelas.

São mais de cof, cof, 50 anos de experiência cof, cof num papo informal e cheio de curiosidades.

Roma – parte II

Coliseu

A construção do Coliseu demorou 71 anos, de 69 a 90 d.C.

Stadium é o palco central de uma grande arena.

Principal linguagem arquitetônica romana = arco.

O Coliseu tem 4 pavimentos, um feito impressionante para quem ainda não tinha concreto armado, e um teto retrátil, o velarium, uma cobertura de tecido que funcionava com um mecanismo de cordas e roldanas. Útil para o clima mediterrâneo de 40ºC.

O Coliseu tinha várias funções, tanto de entretenimento quanto jurídicas (execuções públicas).

O romano tinha direito ao entretenimento, à diversão e ao ócio.

Gladiadores: usavam o gládio; mais comuns escravos mas não necessariamente; campeões tinham empresários/agentes; escravos campeões ganhavam de seus agentes/proprietários a sua liberdade e tornavam-se homens livres; lutas entre humanos e feras selvagens exóticas importadas (panteras negras, elefantes, etc).

As lutas eram um jogo com a Fortuna.

Fortuna = bela mulher de cabelos loiros e compridos, muito ágil e ousada. Se aproxima de nós e se insinua, quem conseguir agarrá-la pelos cabelos é merecedor de suas prendas (e se você for um banana ela irá lhe abandonar). Oportunidade.

Agarrar pelos cabelos.

Não existe idéia de justiça humanitária, existe a idéia de oportunidade, de fortuna.

O jogo com a fortuna é típico de uma sociedade numérica, militarizada, ordenada.

Jurídico: morte de criminosos, execuções, queimados vivos, etc.

Batalhas navais: enchiam o Coliseu com água e colocavam barcos com até 3 gladiadores dentro. A batalha era para valer, vida ou morte, e para ficar mais verossímil, colocavam crocodilos do Nilo na água (famintos, naturalmente).

Entretenimento: peças teatrais, tragédias gregas, etc.

Roma tem um exército profissional (isso é novidade), pago permanentemente pelo Estado com sal, para não ter um desequilíbrio econômico ao “endinheirar” os soldados. Sal – salário.

Vermelho é a cor fundamental do Império Romano = sangue, poder, Dea Roma.

Outra novidade romana é o estandarte, a bandeira.

SPQR = Senatus PopulusQue Romanus = império romano (não mais república)

A águia norte-americana tem uma inscrição em latim, E pluribus unum (eu sou o primeiro entre muitos), ramos de oliveira e flechas.

Constantino

Constantino (final do século III, começo do IV) pega a grande crise do século III, quando Roma não tem mais para onde expandir-se (economia territorialista) e começa a se retrair.

Roma, por ter conquistado culturas muito diferentes, tinha mais de 150 cultos.

Referência: VEYNE, “acreditavam os romanos em seus deuses?” – com a globalização de Roma há uma relativização da verdade (e, conseqüentemente, da fé).

Outro problema era a explosão populacional. 50 escravos para cada cidadão livre.

E, claro, o enfraquecimento da base administrativa romana, com corrupção e administradores que duravam pouco e/ou eram rapidamente assassinados.

As cidades romanas eram luxuosas, opulentes. Surge então o mito da indestrutibilidade do exército romano e, conseqüentemente, de Roma. Conceito carpe diem (Para que poupar? Não vai faltar!) – mergulho no consumo e no prazer imediato.

Sem planejamento = enfraquecimento.

Roma foi vítima de sua própria grandeza = culturas conquistadas diferentes = conflitos freqüentes = tetrarquia (fatiaram Roma em 4 áreas administrativas).

Constantino, administrador do norte da África, percebe que o cristianismo se torna uma força a ser considerada. “A deus o que é de deus, a Cesar o que é de Cesar.”

O cristianismo inventa o conceito da humanidade, Jesus morreu na cruz por todos os seres humanos, escravos inclusive.

Constantino então percebe que Roma vai morrer mas quer que a cultura sobreviva.

1º passo: reunificar o império, acabar com a tetrarquia.

2º passo: para que Roma viva para sempre, deve morrer agora. E, ao renascer, renascer cristã.

Constantino então, em 311 d.C, dá liberdade ao culto em toda Roma e logo depois adota o cristianismo como religião oficial.

“A nova liberdade é feita com a palavra, não com a força.” Constantino se alia ao cristianismo porque não pode vencê-lo e é o primeiro a ser batizado, pelo papa São Silvestre (50 anos do batismo, cristãos eram massacrados).

Os pagãos então começam a ser perseguidos.

Não usavam a cruz ainda, usavam um peixe.

Constantino cria o 1º anagrama cristão, o cristograma de Constantino, formado pelas letras Khi e Rhô (Khristo).

Constantino usa o inimigo a seu favor e “abandona o corpo para que a alma sobreviva”, cristianizando Roma para que a alma romana não morra. A herança romana só sobreviveu ao cristianismo e o cristianismo só sobreviveu por causa da escolha de Constantino.

310 d.C – Constantino vence o último imperado da tetrarquia, Maxêncio, na batalha da ponte Mílvia e constrói o Arco do Triunfo de Constantino, para celebrar (a vitória da nova Roma sobre a velha Roma).

Panteon

Começa a ser construído por Augusto no séc. I. A construção é interrompida, retomada e concluída em 70 d.C. Destruído depois em um grande incêndio, é refeito em 127 d.C.

(não tinha a fonte na frente, a fonte é do Barroco, séc. XVII)

Colunas coríntias.

Novidade: inscrição na frente, com o nome de um parente de Augusto, Marcellus Agrippa (costas quentes), que foi quem primeiro encomendou a sua construção.

M. Agrippa Te Costertivm Fecit (Marcellus Agrippa me construiu Tércio – 3 – vezes) – o prédio conversava com o público!

1ª cúpula da história ocidental, com 30 metros de diâmetro.

1º vão livre da história.

A massa se equilibra no vazio.

Panteon nasceu como um templo pagão. Pantheon (todos os deuses).

O topo aberto podia ser fechado com uma portinhola de cobre.

Tinha sacrifícios animais – a fumaça convenientemente saía pelo espaço vazio.

A loba de Roma – mito fundamental de Roma: Marte (Ares) engravidou Rea Silvia e a abandonou. Ela morre ao dar à luz os gêmeos Rômulo e Remo. Os habitantes da cidade abandonam os gêmeos às margens do rio Tibre para serem mortos. A loba adota os gêmeos.

O lobo é visto como a criatura mais selvagem e agressiva que existe, impetuosidade, perigo.

Ou seja, a natureza nutre Roma.

Até o séc. XVIII os seios nus femininos eram símbolo de fecundidade, nutrição e generosidade. A erotização do seio é muito recente na nossa cultura.

Roma inventa o retrato, representa fisionomia (não mais um pot-pourri que tenta alcançar o divino).

Fisio = natureza; nomia = ânima (alma) => a expressão da alma na matéria.

Augusto de prima porta (prima porta = primeira porta, entrada principal de Roma) = retrato.

Paradigmas

A ficção científica normalmente não me atrai muito. Existe um problema intrínseco, para mim, que é a da suspensão da realidade na escrita pretensamente calcada em parâmetros científicos. Este é um problema que nasceu com a FC (como carinhosamente é chamada a ficção científica). Existem raríssimos autores que conseguem o fazer acreditar dentro deste contexto, de um irreal científico.

Eric Novello é um desses raros e preciosos autores.

Paradigmas

Eric é um dos autores do livro Paradigmas 1, lançado recentemente pela Tarja Editorial.

Por motivos óbvios, comecei o livro pelo conto dele.

Fogo de Artifício na verdade não é FC, é fantasia urbana, e isso por si só talvez já explique eu ter gostado. O conto se baseia no universo ficcional de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, ou seja, espere encontrar um gato sorridente e um chapeleiro maluco mas não leia para seus filhos. É um conto adulto. Adulto como em assassinatos brutais e sexo selvagem. Adorei.

“Eu havia pedido o encontro. Perdido o controle. As mortes precisavam parar. As mortes, só por elas eu transpirava prazer.”

Pelos mesmos motivos, gostei de Um Forte Desejo, de M. D. Amado, um tipo de “fantasia pulp erótica”, se é que existe esta classificação.

Gostei também de Aqui Há Monstros, de Camila Fernandes, que, assim como Eric, se baseia em um universo ficcional pré-existente, o da mitologia grega.

Não li os outros contos ainda, mas tenho certeza de que a editoria do organizador/autor Richard Diegues fará justiça aos bons autores que assinam o livro.

 

publicado em 1/4/2009 no Aguarrás

Revista Webdesign #64

Para garantir uma boa apresentação, vou listar algumas questões que considero fundamentais de serem abordadas:

- Resumo: pode parecer óbvio, mas é bom colocar do que se trata. Desta forma, você pode usar esta apresentação também como um documento, onde o cliente está ciente do que foi pedido e acordado para este job.

- Briefing: no mesmo espírito do resumo, é prudente reproduzir o que foi conversado. Serve como um lembrete ao cliente e um guia para o designer.

- Problemas detectados: problemas no posicionamento do cliente, no job, no briefing ou até mesmo no orçamento disponível (não necessariamente o nosso, pode ser uma gráfica mal orçada, por exemplo). O nosso trabalho é tornar a comunicação do cliente o mais eficiente possível, não ficar dourando a pílula.

- Respostas: o que é possível resolver, mesmo que em um segundo momento. Ao apontarmos caminhos para o cliente, nos tornamos parceiros dele.

- Layout: os elementos do design variam muito. Em um trabalho impresso, a descrição da tipografia é fundamental, enquanto um site normalmente conta com quatro a cinco fontes diferentes que serão renderizadas de acordo com o navegador, por exemplo.

- Justificativas: nunca é demais explicar as nossas opções, assim como qualquer questão técnica (opção de impressão em 1/0 para caber no orçamento, por exemplo).

- Variações: variações previstas, como estudos de aplicação de uma identidade visual ou visualização de um site em palmtop.

- Principais erros: o designer não pode desrespeitar o seu cliente e nem ensiná-lo a fazer o trabalho dele. Outro crime grave é não fornecer todas as informações necessárias.

parte integrante de matéria sobre layouts, publicada na Revista Webdesign de abril de 2009, ano 6, nº 64, ISSN 1806-0099, editora Arteccom.