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Vou falar no dia 4 de abril sobre internet na Pueri Domus. Um pouco sobre cloud computing e muito sobre a internet como ferramenta de aprendizado. O curso tem algumas vagas abertas para pessoal de fora da escola (mas eu não sei quantas nem quanto é).

Jornal da Tarde, 24 de janeiro de 2009

Jornal da Tarde, 24 de janeiro de 2009, 4ª capa do caderno CurioCidade (chamada na 1ª página)
Jornal da Tarde, 24 de janeiro de 2009,
4ª capa do caderno CurioCidade (chamada na 1ª página)

Jornal da Tarde, 24 de janeiro de 2009, 4ª capa do caderno CurioCidade
Jornal da Tarde, 24 de janeiro de 2009,
4ª capa do caderno CurioCidade (matéria)

Jornal da Tarde, 24 de janeiro de 2009, 4ª capa do caderno CurioCidade (detalhe)
Jornal da Tarde, 24 de janeiro de 2009,
4ª capa do caderno CurioCidade (detalhe)

Contrato editorial é uma armadilha?

O lado negro do mercado editorial

Não que eu seja autoridade no assunto, longe disso. Não sou advogada ou jurista e sempre estive do outro lado do balcão, mas ainda assim achei que seria legal colocar aqui as armadilhas mais comuns, que os autores precisam ficar atentos.

- O encalhe: Às vezes a editora tenta empurrar para cima do autor a responsabilidade de lidar com o encalhe. As formas mais comuns de fazer isso é colocar uma cláusula em que aquele título é da editora até que a edição se esgote ou que o autor pague por ela. Cartão vermelho aqui! É claro que a editora precisa de um tempo para trabalhar o livro e como esse é um mercado lento, esse tempo costuma ser grande (7, às vezes 10 anos), mas se depois desse prazo a editora ainda tiver exemplares lá no estoque, problema dela.

- Sem garantia: O contrato deve conter algum tipo de cláusula dizendo que a editora se compromete a publicar o trabalho em X tempo (freqüentemente algo em torno de 6 meses a 1 ano).

- Sem tiragem: A tiragem (quantos exemplares serão impressos) é algo que consta de contrato. É muito comum, entretanto, a possibilidade de adendos ao contrato, modificando este número (em função de um edital que abriu, por exemplo).

Coisas que são assim mesmo

Portanto relaxe e vá pensar em seu novo livro.

- Novas edições*: Durante o período em que o livro está com a editora, ela pode sim fazer quantas edições precisar para atender o mercado.

- Autenticidade: Quem responde por plágio e afins é o autor.

- Impedimento de outras mídias: O autor compromete-se a não fazer nada que possa prejudicar a venda da obra.

Conclusão

Agora, pessoal, pelamordedeus, consultem um advogado antes de assinar qualquer documento. Estas são apenas alguns pontos a prestar atenção, ok?

* “novas edições” aqui é usado no sentido de uma reimpressão.

publicado no Carreira Solo em 20/01/2009

A editora pode mudar o conteúdo do meu livro?

Nota do editor: mais um post nascido comentário. As coisas são assim, às vezes a gente tem que dar uma alteradinha para dar vida nova. Opa, esse é o tema do post. Vamos ler?

Quando fui editora da Next, mudava muito textos, que eram artigos que precisavam estar completamente em sintonia com a revista e com os demais artigos. Por outro lado, não mudava quase nada de livros ou textos de ficção.

Eu entendo que um artigo técnico precisa estar de acordo com a publicação e com os objetivos a que se destina mas que uma obra ficcional é uma criação que se sustenta sozinha e portanto deve ser respeitada como uma unidade.

Claro que já recusei textos que poderiam até ser trabalhados e publicados mas, justamente por considerar que o autor apresenta aquilo que considera pronto, achei que não devia nem propor alterações.

Agora, alguns bons editores tem o hábito de mudar sim. Na minha experiência e no que vi acontecer com autores amigos, a maior área de conflito é na diagramação do livro, não no conteúdo. Coisas como ilustrações feitas para fundo branco e o diagramador “decide” que “precisa de uma corzinha” e taca um tenebroso tom pastel por trás, coisas assim.

E aí a gente não tem muito o que fazer além de engolir em seco e esperar por uma segunda edição melhor.

publicado no Carreira Solo em 14/01/2009

Eu fiz as ilustrações … editora vai aceitar?

Eu fiz as ilustrações de meu livro infantil. A editora vai aceitar?

Nota do editor: Este é mais um post que nasceu de uma resposta a um comentário neste outro post aqui. Fiz uma ligeira adaptação para iniciarmos aqui uma nova conversa sobre este tema.

Cá entre nós, a verdade nua e crua é que a maioria dos autores infantis, por melhor que desenhe, não conhece bem gráfica. O que a gente recebe de ilustração com especificações inadequadas, nem te conto. Isso sem nem falar em formato. Às vezes (ok, na maioria das vezes, ok, quase sempre) as editoras trabalham com determinados formatos e sair deles é uma dor de cabeça sem tamanho.

Sair de um formato habitual, para a editora, muitas vezes significa reposicionamento no PDV, perda de papel e às vezes até troca de gráfica. Olha, dá tanto, mas tanto trabalho, que por isso eu sempre recomendo os autores de mandar os textos sem nada, para não ter mais um “quesito atrapalhador” na aprovação do texto.

Mandando as ilustrações separadas

Ao optar por esse caminho, você tem a vantagem de deixar o editor mais livre para adequar o seu original dentro da linha dele mas tem a desvantagem de que o resultado pode não sair exatamente o que você considera mais adequado para aquele texto/imagem.

Entregando a boneca pronta

Optar pelo caminho 2 tem a vantagem de que você sabe o que vai sair dali mas a desvantagem de que você “engessa” o editor. Aí, se você for neurótico com TOC como eu, monta uma boneca para cada editor, de forma a não atrapalhar a vida do cara e ao mesmo tempo manter o que você quer.

Ilustrando para outros escritores

Pode ocorrer de você querer também ilustrar para outros escritores, uma vez que tenha seu trabalho aceito pela editora. Isso é, ao mesmo tempo, muito legal e difícil. Mas é isso mesmo: só mandando o seu trabalho é que o editor vai saber.

Se você tiver isso em mente, é melhor enviar o texto e ilustrações separadas, com o argumento de “é esta ilustração que eu gostaria de apresentar para o texto e este estilo que eu gostaria de oferecer para outros títulos, como freelancer.”

Acho mais simpático do que “ó, taí o livro como deve ser”, que, cá entre nós, é meio arrogante.

:)

publicado no Carreira Solo em 13/01/2009