Eu drupo, tu drupas, ele drupa, nós drupamos, vós drupais, eles drupam.
estou apaixonada
Fala Freela #9
Fala Freela #9 – divulgação
Fala Freela #8
Fala Freela #8 – gerenciamento de tempo
Ovnis
Grã-Bretanha libera arquivos de Ovnis
A Grã-Bretanha liberou 19 arquivos sobre aparições de objetos voadores não identificados capturadas entre 1986 e 1992.
O governo britânico deve divulgar cerca de 200 arquivos sobre as aparições nos próximos quatro anos.
Cássio Lázaro
A escultura de grande formato é sempre um diálogo com o público, com a pólis, e portanto com o poder. Os grandes monumentos são tradicionalmente construídos e moldados de acordo com o poder vigente, para a manutenção do status quo. As esculturas ou questionam este poder ou o apóiam. A escultura jamais pode ser, entretanto, neutra.
A neutralidade pertence aos bancos, suíços ou não, e é um modelo falido. A arte não se permite neutra. A arte urbana muito menos.
Um pouco de história. A década de 30 foi marcada por grandes questões políticas e pelo autoritarismo. Tínhamos o nazismo de um lado, Roosevelt de outro tentando erguer o seu país depois da quebra da bolsa de 29 e tínhamos Vargas no Brasil e sua Assembléia Constituinte de 33. É neste cenário complexo e perturbador que o modernismo brota.
O modernismo combate o impressionismo. Por isso temos pinturas que propositalmente desobedecem a anatomia, desenhos que dão as costas para a proporção e perspectiva, ao mesmo tempo que trazem traços mais reais e assertivos. É – ou deveria ser – uma contestação. Compare um Monet com um Picasso, por exemplo. O impressionismo traz a impressão (ahá!) do real com luz, sombra e traços que não são traços. O modernismo traz o traço absolutamente real e concreto em uma interpretação moldada, subjetiva e deturpada da realidade. Um é o oposto do outro.
Estamos falando de um momento, a década de 30, muito perturbador na história mundial, onde as certezas humanas morrem todas, uma a uma, afogadas nas teorias de Einstein.
Passaram-se 80 anos e a história dá voltas. A bolsa quebra novamente, temos Bush, fundamentalistas religiosos em todos os cantos (uma nova forma de nazismo) e uma internet tão revolucionária quanto a relatividade de Einstein.
Temos hoje um chão muito similar ao que deixou brotar o modernismo. É natural, portanto, vermos artistas com os mesmos questionamentos.
Fui no MuBE e saí de lá com a sensação de que a Semana de 22 parece não terminar nunca.
Cássio Lázaro dialoga com o urbano com a forma não-representativa, que por sua vez dialoga em si e entre si com massa e linha. A sua exposição Amassaduras, Dobraduras e Rasgaduras se insere na pólis de forma orgânica, admitindo em si a metamorfose de concreto que a cerca.
Ou seja, considerando que a cidade muda sempre e se molda em cima de sua própria decadência, a escultura que se propõe orgânica mas sem ser representativa, complementa e se permite complementar por este ciclo de vida e morte do concreto.
Falei do modernismo porque Cássio Lázaro pode ser entendido como um modernista. Ele pega a forma e a destrói, a molda de acordo com a sua interpretação da matéria, sem com isso enfraquecer o traço.
O humano, onde está necessariamente inserido o contexto da escultura, pode ser retratado de três formas: por sua presença pictórica, pelo registro de uma interferência ou por sua ausência no espaço.
As esculturas de Cássio Lázaro retratam o humano por sua ausência: é através de suas formas quase fractais que ele questiona a presença (ou não) deste humano e, conseqüentemente, de seu papel na sociedade. Novamente, reproduzindo portanto a vida-morte orgânica da cidade que acolhe e é acolhida por ele.
São esculturas grandes, de aço pintado, laqueado e oxidado que questionam o status quo, ao destruir a forma simbólica do concretismo da nacionalidade e do poder. E isso é bom.
O ruim é que eu tinha uma certa esperança de que a história não desse tanta volta.
publicado no Aguarrás
edição 15, ano 3 – setembro & outubro de 2008, ISSN 1980-7767
(imagens no Aguarrás)
spam
Recebo um spam como se fosse de um banco no qual eu não tenho conta, com o assunto “informações importantes sobre sua conta”. E o preview do email começa assim “Prezado Antonio Carlos…”, com um arquivo anexado chamado extrato.jpg.com.
Claro, claro.
Comentei do absurdo com um amigo via skype e ele me pergunta “ué, mas .com não é um endereço de internet?”. Depois de torcer o fígado dele, achei melhor explicar.
Sim, .com é o final de endereço de internet. E também é um arquivo de comando, ou seja, um arquivo executável.
Como saber a diferença?
Simples.
Qualquer arquivo anexado com final .com, .exe, .bat são executáveis. Veja uma lista completa de arquivos executáveis aqui. Então, se receber qualquer arquivo anexado com esses finais, não abra.
Existe uma corja de sem-mães que tentam te confundir, passando o endereço na internet de um arquivo executável. Esse exige um pouco mais de atenção.
Os endereços na internet são construídos da seguinte forma: http (Hypertext Transfer Protocol), “://” alguma-coisa.alguma-coisa. Se você encontrar endereços que tem algo depois disso, ou seja, por exemplo, http://www.vignamaru.com.br/links/ e esse “depois” não tiver ponto-qualquer-coisa, a princípio não tem problema (é como uma pasta no site). Ou, ainda, se terminar com .htm, .html, .asp, .php, enfim, ponto + alguma linguagem de internet, também é um site e não um arquivo. O que vem entre o primeiro par de “/” e o terceiro “/” é sempre um endereço. Depois dele é um arquivo. Pode ser uma página do site (tudo bem) ou um arquivo executável (perigo, perigo) e é aí que você precisa prestar atenção.
Se você encontrar algo como http://www.blablabla.com/pqp.htm.exe, cuidado! Isso é um arquivo executável. O seu olho deve sempre ir para o final. Em informática esse sufixo quer dizer muita coisa.
Lembra do tempo em que o sobrenome da pessoa era importante? A moça ia lá apresentar o namorado e a primeira coisa que perguntavam para o rapaz era o sobrenome, de que família era.
Então, na internet é a mesma coisa. Para saber se o arquivo é de uma “família de bem”, basta olhar o seu sobrenome.
Resumindo:
http://qualquercoisa.com/ -> ok.
http://qualquercoisa.com/qualquercoisa.php -> ok.
http://qualquercoisa.com/qualquercoisa.htm -> ok.
http://qualquercoisa.com/qualquercoisa.com -> executável
http://qualquercoisa.com/qualquercoisa.bat -> executável
http://qualquercoisa.com/qualquercoisa.exe -> executável
Gente, presta atenção!
Fala Freela #7
Fala Freela #7 – nossos vacilos, bloopers e outros oops!
