Fala Freela #5

Fala Freela #5 – o calote

Como evitar que meu email seja ignorado?

Muita gente envia toneladas de e-mails e não sabe porque motivo eles não são respondidos. Na vida corrida de hoje, quando sua concorrência é composta POR TODO O PLANETA, a grande lance é ser simples, direto e útil a quem recebe uma mensagem sua. Quer saber O QUE NÂO FAZER? Acompanhe essa lista dos 10 erros mais comuns:

1. Emails pesados, em HTML

Você tem idéia de quantos emails um editor recebe por dia? E do tamanho do fluxo de informação com que ele precisa lidar por hora? E da quantidade de coisas que um editor lê? É sério. Tudo que a gente não precisa é receber aquele fantástico PowerPoint que você levou dias fazendo.

O texto, para um editor, é a essência da vida. Você precisa ganhá-lo no conteúdo. Escreva o que quer, simplesmente. Palavras deveriam ser suficientes e o editor não precisa que o texto seja colorido, em extra bold, corpo 32, para enxergar. Acredite, ele provavelmente não é cego. Você pode apenas escrever o que quer dizer.

2. Imagens anexadas

Imagens anexadas pesam o email e muito provavelmente o editor não pediu para que você a enviasse. Primeiro faça contato e se – somente se – o editor pedir, você envia imagem. E mesmo assim, envie sempre em baixa resolução, leve, pequena (a menos que o editor peça diferente, é claro).

3. Faça-o trabalhar!

Quer mostrar o seu portfólio online? Não faça o editor ser obrigado a pesquisar no Google para te achar.

Envie o link de maneira clara. Algo como “veja o meu portfólio no link www.blablabla.com” . Simples, direto, fácil de achar. Se no seu site não tiver, envie uma mini (mini!) biografia no final do email. É sempre bom saber com quem estamos falando.

4. Erros crassos de português

Português é um idioma complexo e difícil. Todo mundo erra. É natural que um profissional da área erre menos. Espera-se que um médico saiba onde fica o fígado, por exemplo, mas não que ele tenha todas as respostas de todas as especialidades. Vai doer no olho de um editor cachorro com x. Não precisa enviar para um revisor profissional cada email que você troque, mas releia com atenção antes de enviar.

5. Muita informação!

Juro, o editor não precisa saber que o seu livro é baseado na triste história da sua Tia Conchita, que veio de Costa Rica para tentar a sorte vendendo mariola na porta do Banco Xurumbambos Inc., mas que ela então casou com Rodoaldo, um engenheiro mecânico especializado em tratores e por causa disso se mudou para Pirapora do Bom Jesus e… Não, ele não precisa saber de tudo isso! Diga “baseado em uma história real”, é suficiente. Mesmo que a sua Tia Conchita tenha sido a pessoa mais importante na sua vida, não foi na vida do editor.

O editor também não precisa saber que você mora em um aprazível sobrado do lado da editora e que pode ir lá sempre que ele precisar de uma fotografia. Envie apenas o seu endereço. Editores pensam, juro para vocês! Se esta informação for de alguma forma importante, ele vai notar, acredite.

6. Pouca informação

Pelo amor de deus também não envie um email apenas com “portfólio link tal”. Apresente-se, diga ao menos o seu nome e o que deseja! Editores costumam ser pessoas inteligentes mas não são videntes!

7. Use hotmail e afins

Nada contra o hotmail especificamente, mas infelizmente este é um daqueles endereços que acabou caindo nas mãos dos spammers. E não tem nada nesse mundo que um editor tenha mais nojo que spam. Uma barata morta dentro de um envelope faz mais sucesso que um spam. Se o editor achar, por um segundo que seja, que o seu email é spam, você já era.

8. Formal demais! Informal demais!

Você não é amigo íntimo do editor, não o trate como tal. Agora, o editor tampouco é juiz do Supremo. Tratamento informal como “você” não tem problema algum, mas “aí cara, tá ligado?” é um pouco demais. Um bom parâmetro é falar com o editor como você normalmente fala com o gerente do seu banco. Não precisa ter medo do sujeito mas não é de bom tom botar o pé na mesa dele.

9. Arrogância

Não, você não é o melhor e muito menos o único fotógrafo / ilustrador / autor do mundo. Sinto muito. E a oportunidade não é imperdível. O seu livro não vai mudar o mundo. A sua ilustração não é a única solução possível para aquele texto. Lamento muitíssimo mas o seu texto não é revolucionário e não trará, sozinho, a paz ao mundo.

O editor muito provavelmente tem muito – mas muito! – mais experiência do que você. Escute o que ele tem a dizer.

10. Envie algo completamente fora da linha editorial

Por melhor que seja, de nada adianta você enviar um texto infantil para uma editora que não tem um selo infanto-juvenil. Ela vai recusar. Antes de enviar qualquer coisa a um editor, pesquise. Entre no site, veja o catálogo, leia o “quem somos”. Você mesmo vai perceber se vale a pena entrar em contato com aquela editora ou não.

publicado no Carreira Solo

Onde encontrar um bom agente?

Eles já foram citados duas vezes nos podcasts do Carreirasolo.org e são figuras fundamentais se você é do tipo que não curte muito o mundo burocrático e mundano das contas a pagar, a receber, contratos, etc e tal.

Falamos, claro, dos agentes. Comum no mundo das celebridades e artistas em geral, pouco se fala da atuação destes profisisonais no ambiente freelancer. Quem sabe é algo que o Carreirasolo.org virá a instituir?

Carolina Vigna-Marú, nossa colaboradora aqui e no Fala Freela, listou alugns, dedicamos ao mercado de ilustração, com suas respectivas avaliações. É lista mais do que valiosa!

Aquent

Pronto positivo: São grandes
Ponto Negativo: muitas vezes acabam sendo mais uma agência de empregos do que de representação
Link: http://www.aquent.com/

The July Group

Pronto positivo: são respeitadíssimos
Ponto Negativo: são fechados, não é muito fácil ser representado por eles (mas
eu acho que vale tentar!)
Link: http://www.thejulygroup.com/

Whirledvisions

Sem avaliação, foi apenas um link recebido
Link: http://www.whirledvisions.com/

DeFreece Group

Pronto positivo: tem fama de dar resultado rápido
Ponto Negativo: é mais de fotografia, nem sei se aceitam design
Link: http://defreece-group.com/

Ripcord graphics

Sem avaliação, foi apenas um link recebido
Link: http://www.ripcordgraphics.com/

Giant Artists

De todos, foi o que eu mais gostei. Mas acho legal você entrar em todos e, claro, dar uma googlada por “artist representation” e entrar em contato
Link: http://www.giantartists.com/

publicado no Carreira Solo

Fala Freela #4

Fala Freela #4 – Yes, nós somos freelancers!

Domínios

Registrar um domínio pode ser um processo exaustivo. Primeiro, a dúvida sobre que tipo de domínio usar. Depois a escolha do nome.

Sobre nome, a única coisa que posso dizer é que quanto mais curto, melhor.

Existem vários tipos de domínios diferentes (.com, .com.br, .org, .net, etc).

Para não acontecer de você registar aqui silva.com.br e o seu primo no norte registrar o mesmo silva.com.br, existe um órgão que controla esses nomes. Aqui no Brasil este órgão é a Fapesp. Então, todo domínio terminado em  “.br” é controlado por lá. Cada país tem o(s) seu(s) controlador(es).

O mais comum é o domínio ficar entre o de seu país e os dos Estados Unidos que, por ter sido o primeiro país a registrar domínios, é o único que não usa a extensão com a sigla do país (que seria .us). Então, quando você vir por aí um domínio sem denominação de país, já sabe: foi registrado nos Estados Unidos. Hoje em dia isso não quer dizer muita coisa. A internet é, justamente, uma quebra de fronteiras.

Na Itália, por exemplo, os domínios mais utilizados são os .it e por aí vai.

Cada país tem as suas regras de registro.

Aqui no Brasil, até bem pouco tempo, os domínios .com.br só podiam ser registrados por empresas. Hoje pessoas físicas já podem ter este tipo de nome (apesar de .com significar comercial). Muitos domínios são ainda .com puros justamente por esta restrição que existia, então as pessoas que não tinham empresas registravam o .com, ao invés do .com.br. Felizmente isso acabou.

Cada domínio tem um significado. Com é comercial, org é organização, etc. Isso também caiu um pouco em desuso e a relevância e a identidade do nome escolhido pesam muito mais que o seu sufixo.

Na hora de registrar é importante ter muito cuidado em não delegar isso para prestadores de serviço. Quem registra é o dono do nome. Se eu decidir (e conseguir, é claro) registrar algo como amazonia.com.br, passo a ser dona deste nome, independente de nunca sequer ter passado férias no estado.

Nos Estados Unidos o registro é muito confuso. Existem vários registradores e a maioria é ligada a provedores de hospedagem que ficam “segurando” o seu domínio para te obrigar a usar os serviços deles. O Roney, dono da i4B (onde está hospedada a Lagartixa), me indicou um registrador aqui no Brasil que cria domínios .com e afins, com a vantagem de não te obrigar a hospedar em A ou B provedor. Talvez existam outros registradores que prestem este serviço, eu apenas não os conheço. Para registrar domínios terminados em “.br” entre você mesmo na Fapesp e faça sozinho, isso vale apenas para domínios dos Estados Unidos, ok?

Aconselho veementemente a registrar o domínio aqui no Brasil. A centralização e a organização da Fapesp fazem valer a pena. Além disso é fácil e simples entrar, criar um ID para você, pesquisar o que você quer e criar o seu domínio. Eles são bem auto-explicativos e respondem o email de suporte.

Note que a minha recomendação é por causa da entidade controladora do registro e não por conta do sufixo do seu domínio.

Muitas pessoas defendem que a concorrência é salutar e que deveríamos seguir o modelo estado-unidense de registro. Sou radicalmente contra isso justamente por já ter sofrido com a desorganização e confusão dos registros norte-americanos. A tal concorrência muda centavos em um custo anual já baixo. Não vale a pena, honestamente.

Uma vez criado o seu ID na Fapesp e escolhido nome, chegou a hora de fazer o registro. Preencha os dados com calma e atenção. Na hora que perguntar os DNS você pode deixar em branco até saber esta informação do provedor que você escolher. Não tem problema algum colocar como “ID técnico” o que o provedor pedir para você. Eles só vão entrar lá e configurar os DNS, nada mais. Além disso, você pode a qualquer momento mudar isso novamente. Quem tem o controle sobre o seu domínio é você (digo, isso aqui no Brasil, lá fora é um parto que nem te conto).

Seja criativo com o nome que escolher mas não demais ao ponto de não fazer sentido para ninguém. Peça opiniões, pergunte para os amigos, essa é uma escolha que vai te acompanhar por um bom tempo.

hospedagem

Trabalho, entre outras coisas, com desenvolvimento e design de sites. Por conta disso, entro em contato com trezentos mil hospedeiros e toda hora me pedem opinião sobre A ou B serviço.

Antes, acho importante explicar algumas diferenças em conceito. Assim como em qualquer área, existem vários estilos de serviço. Por exemplo, você pode comprar alface pela internet, na feira, no mercado ou de várias outras maneiras. O mesmo acontece com internet. Se você quer um site digamos “orgânico”, precisa recorrer a um determinado tipo de fornecedor. Se você quer um site “pré-selecionado e lavado”, idem. Por aí vai. Os provedores de hospedagem são, antes de mais nada, provedores de serviços.

Dividi, de maneira absolutamente pessoal, os tipos de provedores.

Tipo I – Grande A Plus

Exemplos: os *.host da vida, a maioria nos Estados Unidos

Benefícios: preço e quantidade de recursos

Problemas: Você, se der sorte, é um número. Atendimento personalizado é um conceito que eles simplesmente não conseguem entender. O suporte é preparado para perguntas estúpidas e com isso normalmente fornece respostas que não te atendem (supondo que você não faça um pergunta estúpida, naturalmente).

Tipo II – Médios na metade no meio

Exemplos: provedores nacionais que anunciam em jornais, tv, etc.

Benefícios: planos interessantes com algum suporte.

Problemas: se a sua necessidade for de um atendimento mais criativo ou que alguém te sugira, por exemplo, uma solução para um problema seu de desenvolvimento (problema como em questão, e não algo-que-deu-errado), já era. O suporte existe, atende, resolve 90% dos problemas mas o atendimento não é personalizado.

Tipo III – Pequenos me chama pelo nome, meu bem.

Exemplos: provedores pequenos, muitas vezes de uma única pessoa

Benefícios: atendimento personalizado, você é tratado por e como um ser humano com quem você às vezes até encontra em um evento do meio e bate um papinho. O cara responde teus emails e pensa junto contigo em soluções para melhorar o seu negócio.

Problemas: são pequenos. Se tem um maremoto na China ou um tsunami em San Francisco e o CPD cai, você cai junto.

O tipo III se subdive em dois sub-grupos.

Tipo IIIa – eu sou fodão e tenho hardware

Benefícios: O hardware / CPD contratado é do provedor, então na hora em que precisa ir lá apertar parafuso, tudo é possível. Normalmente o ser humano responsável é técnicamente um deus, um tipo de ser superior  ubber-ninja da internet e muito provavelmente se ele não sabe a resposta de algo é porque a resposta não existe.

Problemas: Quem tem hardware dedicado está estatisticamente mais vulnerável do que o que subloca o hardware de alguém com toooda uma ilha computacional funcionando. Todos sabem que o responsável é um deus e os deuses são ocupados hoje em dia.

Tipo IIIb – pensar é o que há de mais legal nessa vida

Benefício: Atendimento ultra-personalizado e criativo. Como contrata/subloca o equipamento de provedores grandes (do tipo I), as chances de sair do ar são mínimas justamente porque contam com a estrutura dos grandões.

Problemas: Se o problema for muito grande, vai ficar dependendo do mesmo suporte inexistente descrito no Tipo I.

Eu costumo indicar para os meus clientes os provedores do tipo III mas os de tipo II também são ótimos. Só não recomendo que alguém menos que um “analista de sistemas especializado em servidores de acesso à internet” contrate provedores do tipo I.

phpês

A gente sabe que precisa dar uma pausa quando escreve sem perceber um email assim: “qdo !ocupado, sk-me” (e esse é todo o email).

O “!” antes de um valor é a sua negação ou exclusão. Então, !ocupado é não-ocupado.

E pior, só nota a besteira quando o destinatário liga perguntando o endereço do manicômio.

Sim, eu tenho problemas.

Ainda tem espaço para novos editores?

Entrevista com o Richard Diegues, autor e editor, dono da Tarja Livros.

A Tarja é uma editora especializada em literatura de fantasia e ficção científica.

Quem o entrevista é o também autor Eric Novello.


Richard Diegues from Aguarrás on Vimeo.

Eu fiz questão de colocar este vídeo aqui porque ele fala de algo que todos que pretendem entrar no mercado editorial se perguntam: ainda tem espaço?

Sim, tem. Você só precisa encontrar o seu nicho, a sua especialidade, aquilo que você faz melhor que qualquer outro.

Não abra uma editora agora achando que vai ser a próxima Companhia das Letras. Não, você não vai. Agora, se você começar determinado a ser a melhor editora de XYZ, suas chances são bem melhores e o espaço existe.

Quer ser editor? Mantenha-se fiel ao que você sabe.

publicado no Carreira Solo

Fala Freela #1

Fala Freela #1 – os clientes

Fala Freela!

Apesar da minha voz horrível, o gentil Mauro Amaral me convidou para participar do podcast Fala Freela!

Gravamos no sábado até o final da tarde e já está no ar. Se você alguma vez na vida editou áudio sabe que este foi um prazo recorde. Eu me diverti horrores na gravação e estou aqui torcendo para participar de outros.

Vai lá. Pode fazer o download do mp3 ou assinar no itunes, conforme o gosto do freguês.