Mube & Von Uhlendorff

A arte começa onde a imitação acaba.” – Oscar Wilde

O Mube – Museu Brasileiro de Escultura mantém um atelier com aproximadamente 70 alunos por semestre. O Museu conta ainda com cursos regulares de história da arte, somando quase 400 alunos para 14 professores. No atelier, aulas de pintura, escultura, cerâmica, desenho e arte-inclusão para portadores de deficiências físicas. Em escultura usam argila, papier mâché, cimento, gesso e pedra sabão.

Clarissa Von Uhlendorff - fotografia de Elvira VignaFui ao Mube com firme propósito de ver tudo, não apenas as peças no atelier mas o fato inegável é que os alunos, de uma forma geral, me interessam sempre mais que os artistas consagrados. Uma aluna estava expondo na lojinha, inclusive. A lojinha do Mube, aliás, é um caso interessante: é administrada pela ONG Ação, Ética e Cidadania e promove novos artistas.

Nos recebeu a gentil coordenadora do atelier, Eneida Fausto. Soube depois que ela é responsável pelas aulas para as crianças também.

Mantendo a minha já declarada opção por escrever apenas sobre aquilo que gosto, quero lhes falar sobre Clarissa Von Uhlendorff, aluna.

Von Uhlendorff cria grandes esculturas em papier mâché que parecem ferro. E a dimensão usa o ar, o vazio e então enche de leveza o seu ferro de papel, em quase uma brincadeira do papel-ferro com o leve-pesado, com o vazio-objeto. E aí nessa dança ela ainda coloca mais um elemento, esse estrutural, bem-humorado: ela faz bonecos soltos e juntos ao mesmo tempo, brincando dessa vez com a noção de indivíduo e conjunto.

Clarissa Von Uhlendorff - fotografia de Elvira VignaExiste um aspecto básico, que todo mundo conhece, de que a escultura, o urbanismo e a arquitetura tratam do e existem no espaço público. E são, necessariamente, influenciados pela política (de pólis, lembra?), servindo à política vigente ou a questionando. As grandes peças robustas, colossais, monumentais, que tocam o céu, fazem apologia ao status quo. Refiro-me a esculturas como o Monumento às Bandeiras, em São Paulo ou ao Monumento aos Pracinhas, no Rio de Janeiro. São obras feitas para demonstrar grandeza, magnitude e, por serem públicas, demonstram a grandeza do público, ou seja, do Estado. Existe ainda a opção religiosa que, na verdade, se formos pensar bem, segue a mesma lógica e serve ao mesmo status quo.

Quando a escultura moderna consegue transcender essa fácil tentação da austeridade e robustez e torna-se orgânica e leve, como em Von Uhlendorff, e consegue finalmente, com sua mostra do vazio e na liberdade de formas, uma salutar rebeldia. Em 2008, qualquer coisa diferente de transcendente e moderno é cópia (de Rodin, de Michelangelo, etc). E inovar em escultura quer dizer se libertar, quer dizer se soltar, quer dizer entender e assimilar o vazio. O vazio é rebelde por natureza. Os europeus só foram entender o zero com Fibonacci, em 1228. Vazio não é um conceito simples. O livre não é simples (só parece).

Von Uhlendorff é livre. E isso talvez assuste os curadores menos ousados. Perda deles. Von Uhlendorff deveria estar povoando os jardins do Mube e não contida dentro de um atelier.

Tenho certeza de que em breve estará.

publicado no Aguarrás, ano 3, edição 13.

aspargos marcianos!

The friendly dirt has salts and nutrients magnesium, sodium, potassium and chloride. And pH of 8. You could grow asparagus, say scientists.” – twitter do MarsPhoenix

Mais informações no site da Nasa.

água em Marte

Confirmado: gelo em Marte. Gelo, de água, sabe?

“Whoohoo! Was keeping my eye on some chunks of bright stuff & they disappeared! Sublimated!  So it can’t be salt, it’s ice”

É tudo tão legal…

usabilidade para crianças

Meu filho está na alfabetização. Ou seja, lê uma que outra palavra mais conhecida e ponto final. Ele tem um computador só dele, com Linux, desde os 4 anos de idade e mesmo antes disso já usava o meu. O principal uso obviamente é joguinho e internet. Para facilitar a vida dele, a página inicial do Firefox é o site da Nick e tem, logo na toolbar, atalhos para o CartoonNetwork, Jetix e uns outros favoritos. Hoje escutei: “mas que droga, não consigo descobrir em que página estou!“. Irritado, clicou na “casinha” para começar tudo de novo. Pois é. Usabilidade. Isso inclui pensar um site infantil para ahnnnn… crianças! Não é o máximo? Pode falar, isso nunca tinha te ocorrido, né não?

Webdesign nº 54 – Networking

Matéria sobre Networking, revista Webdesign de junho de 2008, número 54.

Matéria sobre Networking, revista Webdesign de junho de 2008, número 54. Matéria sobre Networking, revista Webdesign de junho de 2008, número 54.