arte da deseducação

Oswaldo Martins lançou seu quarto livro, o Cosmologia do Impreciso com um CD, onde várias pessoas lêem seus poemas.

Participei com a leitura do “arte da deseducação”, que você pode ouvir em .mp3 aqui.

Minha horrível voz não faz jus ao belíssimo poema de Oswaldo.

Leia o livro, é melhor.

Xemelê

Fantástico e muito necessário plugin para WordPress, desenvolvido pelo Minc. Sim, pelo nosso Minc: Gerenciador de Capas.

“Conheça e faça o download do Gerenciador de Capas utilizado no portal Ministério da Cultura. Um dos principais plugins desenvolvidos pela equipe Web do MinC e que faz o WordPress se comportar como gerenciador de portais.”

Are Free WordPress Themes Really Free?

Excelente artigo sobre a gratuidade de templates encontrados na web para WordPress.

Um trecho:

To some of you that might sound like a dumb question. “Of course they’re really free!” you might say. But, if you build a lot of WordPress blogs and try to find a different free theme for each of them then you know the time it takes to figure out all the special little features and sometimes less than friendly CSS and theme code.

Plus, you have to be aware that many free themes not only include bad code and misuse of tags they also include Spammy links to sites that you probably wouldn’t want to link to. Many times this poor coding can cost you in SEO rankings and reputation. So, be careful and only use trusted WordPress theme sources.

É claro que existem bons temas (templates) gratuitos para WP mas não são muitos e o seu site/blog acaba ficando com a cara de todos os outros. É ilusória a quantidade “gratuita” encontrada por aí: a grande maioria tem coisas escondidas no código ou é simplesmente mal feita, atrapalhando o desempenho e a visibilidade do seu site.

Esta é uma economia porca. Para não pagar um designer e ter um template personalizado e desenvolvido para as suas necessidades, que funcione, etc, etc, você pode acabar caindo numa armadilha dessas. É o famoso barato que sai caro.

Yuba na Pinacoteca

A fotografia documental existe há mais de cem anos e talvez por isso eu tenha saído da exposição de Lucille Kanzawa na Pinacoteca com a sensação de dejá vu que sempre tenho com imagens muito datadas.

Kanzawa conta uma fatia da história da comunidade japonesa Yuba, em Mirandópolis no interior de São Paulo. A história é comovente: ela é filha do médico que atendeu gratuitamente por décadas a comunidade. O cartaz explicativo nos conta que a cultura japonesa considera como irmão aquele do mesmo signo e aquele que está próximo.

Yuba na Pinacoteca As fotografias são corretas, como manda o fotojornalismo, mas esta correção deixa também transparecer uma certa estagnação, inclusive estética.

O Japão me fascina. De um lado, Ukiyo-e (que eu tanto amo), de outro tecnologia de ponta e uma modernidade mais veloz do que sou capaz de dar conta. Amo este sincretismo de tempos tão diferentes. Acredito, honestamente, que nenhuma outra cultura expressa, cria e convive com isso tão bem.

Infelizmente, entretanto, não encontrei esta ambivalência na (ótima) cafeteria da Pinacoteca. Encontrei fotografias que não conseguiram vencer o seu próprio veículo e ficaram presas em ser fotografias stricto sensu.

Agora, vá à Pinacoteca. Veja os Ukiyo-e e aproveite para tomar um café no andar debaixo e ver as fotografias. A exposição da Kanzawa é gratuita e a de Utagawa Hiroshige só custa 4 reais (2, meia). A Pinacoteca é no metrô da Luz e mesmo que você só vá tomar água olhando árvore já é bom.

(parte integrante de um texto maior, escrito a 4 mãos com Elvira Vigna e publicado no Aguarrás)

Concursos de fotografia

publicado no Carreira Solo

Sou fotógrafo mas (ainda) não sou conhecido

Concursos fotográficos podem ser um bom início. Em um mundo ideal, assessoria de imprensa seria bom, mas nem sempre isso é po$$ível. Então, encarne você mesmo seu lado divulgador e se inscreva em concursos para fazer seu nome aparecer.

Existem alguns concursos tradicionais, como o da National Geographic, da Nikon ou o Pilsner Urquell.

Nestes casos, ficar entre os 3 primeiros colocados é garantia de boas matérias na mídia especializada e de bons clientes no futuro.

Outros concursos que merecem sua atenção

Muitos destes concursos estão com inscrições abertas, é bom ficar atento!

Dicas rápidas

Mesmo com tantas “janelas” possíveis, existem boas práticas para se sair bem em concursos de fotografia. Separei algumas delas e se alguém tiver mais, é só comentar.

  • Leia com atenção as regras
  • Pesquise sobre vencedores de anos anteriores
  • Envie o máximo de fotografias permitido
  • Quando for enviar um resumo biográfico seu em outro idioma, peça para um professor ou tradutor revisar para você. Os idiomas são vivos e, mesmo você se considerando fluente no idioma, um profissional da área saberá melhor adequar e modernizar o seu texto.
  • Se você tiver cartão de visitas, é de bom tom enviá-lo junto com o material, mesmo que em português e com um telefone que a organização do concurso jamais utilizará.

Boa sorte!

Fotografias na feira

publicado no Aguarrás

Passear no Ibirapuera já é bom, (re)ver fotografia de qualidade é melhor ainda. A SP Arte foi um grande feirão comercial. Esse negócio de vender arte é sempre uma incógnita para mim. É um mercado tão simples e fácil de entender quanto física nuclear quântica. Por este motivo, resolvi abstrair o lado comercial e focar apenas no que era bom, no que eu gostei. Vamos a estes, então.

No Instituto Moreira Salles tinha José Medeiros, Hans Günter Flieg, Thomas Farkas, Maureen Bisilliat, Marcel Gautherot e Carlos Moskovics. Em miúdos, nenhuma grande novidade, mas grandes qualidades. Farkas (e seu fotoclubismo), o modernismo comercial de Günter Flieg e o húngaro Moskovics tem pouco mais que a época em comum. Estas organizações por data, apesar de extremamente comuns, sempre deixam a sensação de uma certa simplificação. Por outro lado, as ampliações eram todas boas, grandes, feitas para vender.

A Baró Cruz levou Alberto Simon, Cláudia Jaguaribe, Michael Wesely e Lina Kim, em uma curadoria que me agrada mais. A Lina Kim, sem dúvida alguma a minha preferida desta galeria, tira fotos de ambientes usados, marcando a presença humana sem mostrá-la diretamente. Eu já conhecia o trabalho de Kim e sempre tenho esta mesma melancolia ao vê-lo.

Rodrigo Braga, na Amparo 60

A galeria Amparo 60 (PE), tinha muitas obras interessantes mas eu fiquei hipnotizada pelo Rodrigo Braga. Ele tem uma preocupação (que compartilho) de que a idéia deve ser uma escolha anterior à técnica, então o resultado final é um discurso absolutamente coerente e sólido. A idéia define a técnica, não o contrário. Braga faz isso com maestria e usa todos os recursos à mão para que o conceito não se perca. Ao mesmo tempo, a sua fotografia é impecável e mostra que, mesmo posterior, a técnica não pode ser esquecida ou desvalorizada. Bravo, Braga!

Marcelo Cidade, na galeria Vermelho

A Vermelho tinha muita coisa misturada, mas de fotografia me chamou a atenção o Marcelo Cidade, com o suporte da fotografia dialogando com a fotografia, que dialoga com o fruidor, que dialoga com o espaço, que… Enfim, muito bom.

Mauro Piva, na Fortes Vilaça

A Fortes Vilaça (SP) tinha muitas obras interessantes e aqui tiro uma licença para comentar o trabalho de Mauro Piva, que não é fotografia e sim aquarela sobre papel. O trabalho dele é um conjunto de homens sem rosto, em pequenos quadros coloridos. As posições são bem-humoradas, quase que um convite ao lazer, ao prazer.

Deixei, de propósito, a Tempo por último. Para quem não sabe, a galeria Tempo (RJ) tem tradição em fotografia e era lá, justamente, que eu esperava encontrar a maior quantidade de obras fotográficas. Dito e feito. A maioria já era velha conhecida, como a Pat Kurs e suas polaroids ou o German Lorca e seus pratos voadores, ou mesmo como a Isabel Löfgren e o Felix Richter, um dos meus fotógrafos prediletos. Até Sebastião Salgado tinha por lá. O que eu sempre gosto na Tempo é a curadoria. É difícil preparar obras para exposição, especialmente dentro de um determinado foco, como venda ou crítica. A Tempo sempre surpreende com o bom gosto e o bom humor de suas organizações. Colocar os pingüins e a Serra Pelada, ambos do Sebastião Salgado, como um espelho um do outro e, ainda por cima, colocá-los vizinhos a Antonio Saggese necessita de um olhar muito bem-humorado.

As fotografias na SP Arte provaram é possível unir qualidade e o cuidado de uma boa curadoria com o comércio e, espero, boas vendas.