Ricardo Noblat, do Globo, em 21 de outubro de 2007, comenta:
Vale a pena acessar
(reprodução de uma fotografia de Thiago da Arcela, do artigo “Captura da Luz 3“)
O Portal de Arte Aguarrás aborda diversos temas como música contemporânea, música erudita, arte contemporânea, cinema, teatro, design, literatura e por aí vai. Além disso, o Aguarrás também faz algumas edições curtinhas em vídeo, em torno de 5 minutos, com temas diversos. Já teve Jorge Durán (cinema), professor Parafuso (capoeira), Ana Paula Maia (literatura) e outros. Aqui
Sugiro diariamente sites, blogs e fotologs que valham a pena ser acessados. Esses passarão a fazer parte da seção aí acima, do lado esquerdo, chamada “Vale a pena acessar”.

publicado no Aguarrás
“O espaço foi pequeno para a grandeza dos artistas”, me disse Alexandre ao saírmos do espaço oPHicina, na Vila Madalena. Ele tem razão. O grupo captura da Luz organizou uma mostra de alta qualidade (e quantidade). Ótimas e muitas ampliações. Tantas que mal couberam na casa.
Os fotógrafos que mais me impressionaram:
Rodrigo Jazinski, com suas cores modernas e composições interessantes, é muito bom. As fotografias dele são depoimentos urbanos antes de se tornarem cor.
Eduardo Muylaert, com umas pbs cênicas de fazer inveja, leva o conceito de captura da luz ao pé da letra. Suas fotos mostram escolhas muito conscientes de luz e composição.
Matangra e sua arte moderna, colorida, urbana, adorei.

Célia Mello me lebrou Doisneau com seus pbs. Ela tem duas linhas diferentes, e as suas sobreposições (no filme, “na unha”, não é manipulação digital) surpreendem com ritmo.
Bruno Sandini ainda não definiu muito bem seu estilo mas, não importa por qual caminho escolha seguir, vai ser bom. Ele se preocupa com o motivo de tudo na foto e isso, por si só, já é suficiente para definir um grande fotógrafo.

Tiago da Arcela é quase pop art, as cores são fortes e mesmo quando ele resolve brincar com monocromáticos consegue manter o ritmo pop.
Renato Soares mantém o seu já conhecido trabalho com índios mas a mostra traz vários formatos e até mesmo pequenas ampliações que devem ter o tamanho de mais ou menos metade de um cartão postal. O interessante em fotógrafos como o Renato é que as imagens não perdem a sua força, independente do tamanho da ampliação.
Alberto Oliveira é uma mistura entre fotógrafo e artista digital. O que gosto nele é que a manipulação é assumida e incorporada, não é uma muleta para o que não conseguiu fazer com a câmera, é uma opção consciente e parte de um projeto visual completo.
Carlos Fadon e seus reflexos. Fadon assina como fotógrafo mas deveria assinar como poeta. Concretismo puro, muito bom.

Hugo Curti, com seus horizontes baixos e plantas tranquilas.
Claudio Lunardelli é artista digital. Manipula objetos, não se limita a alterar contrastes ou a fazer sobreposições. Ele usa a ferramenta para criar novas imagens, completamente novas, que não existem no mundo real.
Outros lá estavam, todos bons.

Agora, o trabalho pelo qual eu me apaixonei foi o do Peter de Brito. Ele tem uma leveza e um carinho no olhar que há muito eu não encontrava. A série “Lápis de cor”, com fotos da Parada Gay de 2003, é de uma doçura difícil de descrever. A maioria dos fotógrafos que conheço (eu inclusive) se preocupam em conseguir a imagem exatamente como a imaginaram antes do clique. Peter consegue ver através da imagem e aceitar o outro, diferente ou não, como ele é. Isso não é apenas raro na fotografia, é raro na humanidade.
Em 1998 tive um programa na tv chamado Cyber Café, “o programa light para heavy users”.
Encontrei uma das entrevistas que fiz no Youtube. O programa tinha uma hora de duração, semanal. A entrevista está picada em 6 partes por causa da limitação de 10 minutos do youtube.
E sim, sou eu mesma, de cabelos curtos e bem… Alguns bons anos mais jovem e ainda usando nome de solteira.
Assistam!
Dia 07/11/1998, às 13h, Carolina Vigna entrevista Marco Antonio Perna, Webmaster da Agenda da Dança de Salão Brasileira (www.dancadesalao.com/agenda), no programa Cyber Café da Vinde TV (NET, TVA, etc.).
- parte 1
- parte 2
- parte 3
- parte 4
- parte 5
- parte 6
Muito bom encontrar isso.
Na parte 4 eu apareço dançando com o Perna. Nós gravamos tudo no mesmo dia e logo depois da entrevista, antes de irmos pro salão gravar os takes de dança, uma lâmpada do set caiu no meu pé e eu estava com uma dor degraçada e com o pé sangrando, mas resolvemos gravar assim mesmo. O Perna foi gentil em não fazer muitas firulas na dança para que, basicamente, eu não caísse de dor. The show must go on.
E, só pra não deixar passar em branco, as animações (e modelagens) em 3D da vinheta de abertura e encerramento são minhas. Foram feitas no 3D Studio DOS, jurássico e ultrapassado. Para a época, eram boas.
Amei.