Hoje foi a missa de 7º dia do Ivan. Nunca vou nessas coisas. Principalmente por normalmente se realizarem dentro de igrejas, ambientes onde eu me sinto extremamente desconfortável. Fico sempre na esperança de aparecer uma moça simpática de cabelos bem lisos e presos para me dizer “em caso de despressurização do altar, máscaras cairão sobre as suas cabeças”, ou algo assim.
Voltando. Hoje, a missa, Ivan. Eu fui. São Vicente, meu colégio, nosso colégio. Essa capela especificamente fica perto da mata do colégio e é bem afastada dos olhos dos inspetores escolares. Era o local preferido dos comunistas, dos insurgentes. Ali fazíamos reuniões políticas, tramávamos passeatas e organizávamos o próximo sarau. Meu primeiro beijo foi na porta daquela capela. O primeiro pé na bunda também. Sentada naquele chão decidi concorrer ao grêmio. Aquele lugar tem história, minha história.
E, claro, Padre Lauro, que só não é perfeito por ser padre. Ele é um homem moderno. O que, lógico, é um absoluto contra-senso.
Pela primeira vez na minha vida eu reparei que existem pessoas de verdade, ao vivo, em carne e osso, que cantam e tocam piano e violino em missas. Elas ficam numa parte de cima, tipo um mezanino, na parte de trás. Deve ser para dar o efeito da voz do além. Mais ou menos como em uma sessão de análise, onde uma voz sem rosto fala com você. As origens de ambos são, inclusive, parecidas. E eu que sempre achei que a musiquinha de igreja era de um cd (cheguei mesmo a cogitar um player de mp3, bluetooth, blackberry, sei lá)…
Não se é amiga de alguém dos 10 aos 36 anos de idade impunemente.
comentário nº 1 do post “missa, a metade”
Nome: Rafael Frota
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IP: 189.12.4.90
Data do comentário: 01-Ago-2007
Horário do comentário: 15:49:59
Acredite, são pessoas de carne e osso. E eu fui uma delas.
Toquei nas missas de sábado e domingo durante uma boa parte da minha vida. Missas normais, casamentos, comunhões, bodas, etc. Fui do núcleo de grupo jovem, professor de catecismo, animador de retiros. Por falar em retiros, jah fiz bastante retiro de carnaval. Fiz cursos de filosofia, teologia, parapsicologia…
Dos 7 dias da semana, pelo menos 3 eram dedicados à igreja. Convivi com a congregação mariana e durante algum tempo cogitei em ser padre. Até surgir o primeiro amor…e por consequencia a primeira…errrr…deixa pra lah.
Por isso que eu digo…mulher é cria do cão. Por causa delas o mundo perdeu um possivel grande sacerdote! Ou pelo menos um bom animador de missas.
Mas agora, com licença, depois desse papo lembrei que tenho um ensaio de nu pra fazer!
comentário nº 2 do post “missa, a metade”
Nome: Vigna-Marú
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IP: 201.53.50.41
Data do comentário: 01-Ago-2007
Horário do comentário: 16:30:37
Rafael!?!
Eu sabia que tinha alguma coisa errada contigo! Você é talentosíssimo, simpático, prestativo, generoso, competente, escreve muito bem… Eu sabia! Eu sabia! Tinha de ser algo assim muito grave, para compensar. Ahá! Não, agora falando sério… Nunca imaginaria isso de você!
Vai lá correndo pro nu. Só o nu salva! Aproveita e dá uma “errrr…deixa pra lah”!
comentário nº 3 do post “missa, a metade”
Nome: Eric Novello
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IP: 201.19.225.126
Data do comentário: 01-Ago-2007
Horário do comentário: 21:28:13
Minha mãe, que foi cantora lírica, ganhou grana por um bom tempo cantandop em igreja! Piano acho que ela não chegou a tocar, só no conservatório.
comentário nº 4 do post “missa, a metade”
Nome: Vigna-Marú
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IP: 201.53.170.189
Data do comentário: 01-Ago-2007
Horário do comentário: 23:58:10
Ah, é um trabalho pago? Beeeeeem melhor! Achei que aquele povo lá estava pelo “bem da igreja” ou algo assim. É que as religiões, de uma forma geral, têm este péssimo hábito de achar que a humanidade lhes deve favores. Dízimos, estas coisas.
Quer dizer que sua mãe foi cantora lírica, é? As coisas que a gente descobre…
comentário nº 5 do post “missa, a metade”
Nome: Chay
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IP: 189.25.212.185
Data do comentário: 02-Ago-2007
Horário do comentário: 00:29:03
Carol,
tô chorando, pra variar.
Sempre que me pego lembrando dele, das histórias e da vida intensa, choro e choro.
Todos os defeitos são esquecidos quando lembro dos momentos que vivi e do que ele já em fez sentir um dia.
Que ele nos abrande o sofrimento e possa ser mais que um amor, um anjo a me guiar…
Sua amizade faz parte do que herdei!
Um bj enorme e vamos marcar o chopp ” apurrinhado” ou o café enrolado, rs!
comentário nº 6 do post “missa, a metade”
Nome: Vigna-Marú
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IP: 201.53.170.189
Data do comentário: 02-Ago-2007
Horário do comentário: 00:43:44
Chay,
É muito difícil mesmo. Dói, dói demais, um grande desperdício, tudo… Mas só em pensar que a sua amizade é a minha herança, já fico logo feliz: me dei benzão aê!
Nosso chopp sai, pode ter certeza!
comentário nº 7 do post “missa, a metade”
Nome: Bruno
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IP: 201.53.55.28
Data do comentário: 02-Ago-2007
Horário do comentário: 12:39:07
Também não sou chegado a igrejas; toda aquela idéia de lugar grandioso, com o Jesus extremamente branco, pregado numa cruz, te olhando de cima, o “pai” (com minúsculas mesmo, mas isso é outro assunto) também lá de cima, não me deixam nada à vontade, parece que te minimiza, mas enfim… só fui à missa da minha mãe porque me obrigaram.
Sim, dói, a perda dói para cacete, mas sinceramente, duas coisas que NUNCA vou entender num ritual religioso:
1 – Por que sou obrigado a ficar num lugar, olhando pro caixão da pessoa que perdi? Isso com certeza não diminui a dor da perda (pelo menos não pra mim). É um apelo visual de mau-gosto extremo.
2 – Missa de 7º dia? Rezar pela alma do coitado pra “ir pra Luz”, ou algo do tipo? Se deus te acompanha, te olha e te castiga a vida toda, por que vai te dar as costas na hora que você morre?
Mas é questão de gosto, respeito quem age dessa maneira porque gosta e/ou acha necessário…
Beijos e melhoras!
comentário nº 8 do post “missa, a metade”
Nome: Vigna-Marú
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IP: 201.17.52.80
Data do comentário: 05-Ago-2007
Horário do comentário: 10:15:37
Bruno,
A coisa toda é planejada para te minimizar mesmo. Até a própria arquitetura das igrejas, com a cruz láááá em cima.
Eu tenho muita dificuldade de entender rituais, mesmo os que não são religiosos. Não entendo a importância que certas pessoas dão para aniversários ou datas específicas, por exemplo. É claro que o ser humano comemora eventos, todos nós comemoramos, mas a data é algo absolutamente aleatório. Não entendo qual o problema de se comemorar algo em atraso ou com antecedência, ou ainda comemorar de outra forma, ou não comemorar. Ah, a gente se junta com pessoas que gosta pque gosta delas e não pque a data XYZ “manda”.
Eu fui a pouquíssimas “celebrações” do gênero na minha vida. Respeito toda e qualquer crença desde que respeitem a minha (ausência de crença também é um tipo de crença). Nesse ponto o Pe. Lauro realmente é fenomenal. Não sei como ele é padre: é um cara democrático, moderno, não-impositivo. Nessa missa especificamente, eu fui pela mãe e pela madrinha dele, que são pessoas maravilhosas de quem eu gosto muitíssimo. Não posso imaginar a dor delas. Só quero morrer antes do meu filho.
Mas enfim, religião realmente não faz sentido pra mim.
http://vignamaru.com.br/2007/06/23/cruzes/
Beijos
comentário nº 9 do post “missa, a metade”
Nome: sandravigna
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IP: 200.184.38.206
Data do comentário: 05-Ago-2007
Horário do comentário: 23:02:55
não tenho, não sei por que pedi espaço,certas emoções são tão…abafantes…criei palavra nova?…enfim, fico sem saber o que falar por emoção total e absoluta, tudo é muito dificil para minha pobre cabeça, continuo sentindo barbaramente, aquele menino, levei com carolina num parque que a IBM havia alugado num domingo, corriam para lá e para cá, corrida de saco, tobogã, lanche…o dia inteiro, não sei porque, depois de depositar as duas crianças em casa. cheguei na minha exausta…beijos sandravigna
comentário nº 10 do post “missa, a metade”
Nome: Vigna-Marú
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IP: 201.17.50.54
Data do comentário: 06-Ago-2007
Horário do comentário: 00:53:28
Ai, Sandra… Nem fala. Tenho 26 anos de memórias, parcerias, conquistas e experiências com esta criança. É tudo um horror.