A revista NEXT Brasil foi citada no tema de redação da prova de ingresso na especialização da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 5 de novembro de 2006:
“Recentemente, um artigo da revista italiana Next Brasil discorria sobre o fracasso das grandes corporações italianas, as quais, em passado próximo, integravam o rol das maiores empresas mundiais em vários segmentos: automobilístico, alimentação, informática, entre outros. Mas, perguntava-se o autor, por que, apesar dessa situação, a Itália mantinha tamanho poder econômico e estava ainda representada entre as sete maiores economias do planeta? A resposta é curta e simples: a força do poder econômico da Itália reside nas pequenas e médias empresas. Tais empresas, otimamente organizadas e preparadas, constituem-se em importante fonte geradora de empregos e riquezas.“
Nova edição da pequena revista Next Brasil que chega esta semana às livrarias de nosso país traz uma entrevista com Alessandro Belloni, diretor-geral da Disney Publishing Italia, e o Topolino (Mickey) na capa. Temas como a já tradicional e criativa “escola italiana” de autores Disney e a criação, em 1993, da Accademia, uma escola destinada a formar novos artistas, são explicados por ele:
“A ‘escola italiana’ introduziu uma grande inovação nos quadrinhos: não se pensa mais neles como meio de valorização de personagens tradicionais, mas sim como oportunidades para inventar novos personagens e universos. Com freqüência, esses novos contextos em que os personagens tradicionais passam a atuar originam personagens secundários inesperados. É o caso, por exemplo, do SuperPato (Paperinik), grande sucesso mundial nascido na Itália.”
Alessandro Belloni fala também à repórter Andrea Granelli sobre números de vendas dos títulos Disney, a maioria produzidos na Itália:
“De fato, há alguns anos, o negócio sofria uma retração em relação à década de 1990 – quando, por exemplo, Topolino (Mickey) chegava a vender um milhão de exemplares. A partir de 1999, observa-se uma volta ao crescimento contínuo. Para citarmos alguns números, basta pensar que, em 2003, foram vendidos no mundo mais de 220 milhões de exemplares de revistas Disney, um total superior aos 200 milhões do ano 2000. Das histórias que povoam essas revistas – entre 18.000 e 20.000 páginas de quadrinhos produzidas em um ano -, quase 70% são concebidas e produzidas na Itália.”
Segundo Belloni, a Accademia não tem por objetivo o lucro, mas o aliciamento e a formação de novos talentos para os quadrinhos. Com uma taxa associativa simbólica de 60 a 70 euros por ano, os cursos não são abertos com periodicidade regular, mas segundo exigências da Disney. Os programas são dois: formação básica, com duração de um ano, e formação avançada, para quem trabalha fazendo parte das equipes de projeto ou em atividades independentes.
Versão brasileira da revista italiana do sociólogo Domenico De Masi, a Next Brasil é feita somente de artigos, tem periodicidade trimestral, 192 páginas em formato pocket (11,5cm x 16,5cm) e é vendida, desde o seu primeiro número, a R$ 12,00.
http://oglobo.globo.com/blogs/Gibizada/Default.asp
Gibizada – O Globo – 7/11/2006 – 2:40

Entrevista no site A Grande Idéia!
Terça-feira, Junho 06, 2006
Uma Grande Idéia: Revista Next Brasil (entrevista: Carolina Vigna-Marú)
Bons ventos sopraram pro lado de cá. Para cumprir o prometido, publicamos, a partir de hoje, a seção “Uma Grande Idéia”, onde se pretende apresentar, periodicamente, uma boa idéia relacionada ao mundo do entretenimento, da cultura e do ócio.
Queremos ser, cada vez mais, um espaço dedicado às boas idéias, tenham elas a forma ou o conteúdo que tiverem. Pode ser o conteúdo de uma revista, um estilo de vida, uma história bem contada, a adrenalina do esporte, a apresentação de um grupo folclórico, a conversa de uma festa, as fotos de uma viagem, o sucesso de um amigo e uma infinidade de outras pequenas frações do cotidiano. Pode ser qualquer coisa, desde que seja uma grande idéia!
A primeira idéia que apresentamos é a Revista Next Brasil, publicação impressa e eletrônica, dedicada à inovação e à criatividade, dirigida pelo professor Domenico de Masi, autor do livro mundialmente conhecido “O Ócio Criativo”, já mencionado aqui nesse espaço anteriormente.
A revista, que já tem 4 números publicados e o 5º número saindo do forno, traz “estudos sobre a sociedade pós-industrial, o mercado do trabalho, a criatividade, a ética, a estética, a ciência, a arte e a cultura nas organizações”.
Para conhecer um pouco melhor essa idéia, conversamos com Carolina Vigna-Marú, a multifuncional editora e jornalista, que também cuida da arte e produção gráfica da revista.
Essa carioca, desenhista e ilustradora de mão cheia, conversou com A Grande Idéia! e, com a maior simpatia, nos contou sobre a revista, seu trabalho, novos projetos, editoria, inovação e qualidade. Com vocês, Carolina e a Next Brasil! Até a próxima idéia!
Entrevista – Carolina Vigna-Marú
A Grande Idéia!: A revista Next Brasil, publicação dirigida pelo professor Domenico de Masi, autor do livro mundialmente conhecido “O Ócio Criativo”, tem o subtítulo “instrumentos para a inovação”. Conceitos como inovação e criatividade aplicam-se às mais diferentes atividades humanas, sejam profissionais, sociais, políticas ou culturais, dentre outras. A quem se dirige exatamente a Next Brasil e por que a preocupação com a “Inovação”? O que é inovar?
Carolina Vigna-Marú: A revista tem como leitor-alvo principal o executivo, ou seja, pessoas em empresas em cargos de decisão. O empresariado do mundo todo – o Brasil não é exceção – precisa urgentemente se inovar, se renovar, se recriar. A relação produtor-consumidor mudou, deixou de ser orientada ao objeto e passou a ser orientada ao serviço. Em miúdos: o foco de importância hoje em dia é na capacidade e na criatividade e não mais no produto A ou B. Você (só para dar um exemplo prático) compra um celular de A ou B operadora por conta dos serviços que esta oferece e não pelo objeto em si. Antigamente a colocação no mercado de um aparelho de telefonia (fixa) era uma disputa nas áreas de design e engenharia, o serviço oferecido era o mesmo. Assim como a relação de consumo mudou, as regras de produção/serviço também mudaram. Acontece que o executivo – o ser humano que está lá no cargo de decisão – é o mesmo e, portanto, precisa se atualizar. Muitas vezes esta atualização vai além de questões técnicas, passando por recursos humanos e posicionamento na imprensa. O grupo do professor De Masi se especializa em, dá aulas/seminários de, e aplica na prática esta nova “sociologia do trabalho”. A Next fala disso. A Next leva estes novos preceitos a esta pessoa, que está lá no cargo de decisão totalmente sozinha. O poder é solitário. A Next é uma boa companhia nesta busca infindável pela atualização.
A Grande Idéia!: O Comitê Científico da Revista é formado por um time de primeira linha (Cristovam Buarque, Frei Betto, Ivo Pitanguy, Marina Colasanti, Washington Olivetto, Sebastião Salgado, dentre outros tantos). Quais os principais temas abordados pela revista e como essas personalidades participam da publicação de cada número?
Carolina Vigna-Marú: O Comitê Científico tem prioridade na publicação. São pessoas que o professor De Masi considera com emérito saber em suas respectivas áreas e, portanto, não necessitam de aprovação para publicação. Esta escolha é única e exclusivamente do professor De Masi. Os temas principais são sociologia, economia, administração e outras áreas do managment em geral.
A Grande Idéia!: Carolina, você acumula as funções de editora, jornalista responsável, arte e produção gráfica da revista. Conte um pouco como é o exercício de cada uma dessas funções. Com quais detalhes você deve mais se preocupar em cada uma dessas atividades?
Carolina Vigna-Marú: Bom, as coisas meio que aconteceram. Eu comecei na Next fazendo só a arte e produção gráfica da revista. No segundo número publiquei um artigo meu, sobre o Da Vinci e comecei a ajudar nas revisões. Aí, no número 3, o editor da revista precisou se afastar por motivos pessoais e entrei para tapar buraco. Acabei ficando. A editoria de qualquer veículo seleciona os textos. Nesta não. A editoria italiana da Next centraliza quase tudo, cabendo a mim apenas trabalhar o texto, ou seja, cuidar de possíveis traduções, de todas as revisões, etc. A parte de arte e produção gráfica é que realmente é toda feita aqui. Desde o cuidado com o material gráfico inserido, a diagramação e até mesmo o acompanhamento em gráfica, lá direto na boca da máquina. Eu sou uma pessoa de produção. Sou designer, me entendo como designer, é o que eu faço de melhor na vida, mas não sei viver sem livro. Não sei viver sem editar algo. Agora estou envolvida no Aguarrás. Este sim é uma editoria comme il faut, onde seleciono os artigos, convido diretamente as pessoas que escrevem, faço copy dos textos, essas coisas…
A Grande Idéia!: Fale um pouco mais sobre o Aguarrás.
Carolina Vigna-Marú: O Aguarrás é um sonho antigo meu. Já tinha tentado botá-lo no ar algumas vezes antes. A que merece lembrança foi a que aconteceu dentro de um portal colaborativo chamado 700km, mas mesmo lá, por culpa minha e não deles, o Aguarrás ainda não estava no formato que eu queria. Faltavam pessoas, faltavam cabeças pensantes junto comigo, nem que fosse para discordar de mim (é muito importante ter alguém colocando sempre as suas idéias em cheque). Dei voltas e voltas na cabeça com o Aguarrás até chegar ao formato dele hoje. O Aguarrás é muito importante pra mim por ser um projeto mais pessoal que a Next. A Next é business. O Aguarrás é sonho. São coisas completamente diferentes. Bom, o Aguarrás nada mais é que um grande portal de pensamento em arte. Com isso eu quero dizer que é uma grande cesta de idéias. De idéias, não de press-releases ou de coberturas de eventos no estilo coluna social. As resenhas são todas pensadas. Sei que vai parecer redundante mas são todas escritas por escritores. Todos ali são escritores e tratam o texto com a importância que ele merece. Pesquisam o assunto, escrevem do que entendem intimamente. Então, o resultado final são resenhas do mais alto nível de conteúdo mas com uma forma absolutamente compreensível e palatável. Isso a gente só consegue com escritores profissionais, não tem jeito.
A Grande Idéia!: A Next Brasil é um projeto apenas editorial ou pretende ampliar seus objetivos para além da publicação da revista? Existem ou estão programadas parcerias com outros projetos relacionados à temática da inovação/criatividade?
Carolina Vigna-Marú: A Next italiana já implementou as áreas de pesquisa e seminários. A brasileira ainda engatinha nisso. O projeto Next tem 3 áreas principais: ensino (seminários, palestras, etc), divulgação (a revista) e pesquisa (parceria com universidades, etc). Aqui nós só conseguimos até agora botar em campo a revista. O resto ainda depende de levantar patrocínio.
A Grande Idéia!: Quais foram os principais resultados alcançados pela publicação dos 4 primeiros números da revista? Novidades para as próximas edições?
Carolina Vigna-Marú: O leitor. Sem dúvida alguma o principal resultado foi o leitor da Next Brasil. Nós temos leitores nos mais altos cargos do empresariado brasileiro. Seria indelicado de minha parte divulgar os nomes, mas estes leitores formam um time que muito nos orgulha. As próximas edições talvez venham a ser publicadas em parceria com uma universidade, mas como o acordo ainda não está certo, prefiro não comentá-lo.
A Grande Idéia!: Tendo a Next Brasil essa proposta de ser um instrumento para a inovação, como podem ser definidas as inovações apresentadas pela própria revista em relação ao mercado editorial, que é extremamente competitivo e recheado de boas publicações sobre os mais diversos assuntos?
Carolina Vigna-Marú: A Next começa a inovar pelo formato. É uma revista-livro. É um pequeno pocket book, com 192 páginas de texto, 11,5 x 16,5cm, e com um zelo gráfico de primeira linha. Aqui no Brasil, a Next é a única publicação periódica de que temos conhecimento que conta com 3 (sim, três) revisões inteiras, para todos os textos publicados. Nós temos uma certa obsessão com a qualidade dos textos. Isto não deveria ser inovador, mas é. Isto deveria ser o padrão de toda publicação, mas infelizmente não é isso que acontece. Outro aspecto interessante da Next é a distribuição. Nós distribuímos apenas em livrarias. É uma revista que não vai à banca. Como vocês podem ver, é uma revista que recebe tratamento de livro.